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Janela da Alma
Desde uns 13 anos que eu deveria usar óculos. Acontece que o rosto com aquela armação não era o meu (embora alguns malucos gostem e até prefiram), me parecia muito invasivo, como se uma guerra estivesse sendo travada na minha própria cara. Por isso só mesmo no 2° grau é que comecei a usá-lo e unicamente porque já não enchergava o quadro de jeito nenhum. E mesmo assim só durante a aula ou numa sessão de cinema. Quando tirei a carteira de motorista finalmente fiz um par de lentes de contato, já que aí eu realmente precisaria ver o mundo como ele é. Ao colocá-las, entrei num estado de completo êxtase. Eu não tinha consciência do quanto o mundo era belo e rico, pois eu não podia ver os seus detalhes. Este ano tive a oportunidade de ver o documentário que dá título a esse post que me comoveu muito. Em um determinado momento, um poeta descreve ter vivido exatamente a mesma experiência que eu. Brasília à noite pra mim é um deleite para os olhos. Tão lânguida... Se você conseguissem vê-la como eu a vejo, se mudariam imediatamente para cá. |
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Ô Azar
Mas que droga, hein? A pré-estreia de Madame Satã vai ser hoje no Dois Candangos às 18h!!! Isso lá é horário? Esse povo não pensa que existem proletários como eu que trabalham e que não poderão estar lá nesse horário??? Sacanagem... Logo hoje que o Ainouz vai estar lá pra debater o filme depois da exibição... O negócio agora é ficar ligada pra ver os dias e horários em que o filme estará passando por lá pra conseguir uma sessão. |
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Caminhos da Fé
Gostei da esposição de fotos do Eraldo Peres que está tendo lá na biblioteca da UnB. Fazia tempo que eu queria ver uma foto de tamanho bom usando polarizador. Faz bem o meu estilo aquele tipo de cor que tem as fotos dele. Pena que não achei nenhum link com uma foto de boa visualização pra postar aqui... Tirei várias idéias pras fotos que vou bater do Bon Odori ano que vem de lá. |
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Muito Bem Lembrado
Amanhã é 23 São 8 dias para o fim do mês Faz tanto tempo que eu não te vejo Queria o seu beijo outra vez Pensei a mesma coisa hoje, Victor |
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Mamãe, estou na TV
Para fechar o semestre de Ética e Legislação em Jornalismo a turma organizou uma simulação de julgamento como avaliação final. Eu fiz um papel ultra-coadjuvante, era a oficial de justiça (aquele que só serve pra anunciar e chamar as testemunhas e tal, além de poder prender se for o caso). Se bem que até que apareci bastante, pois meio que virei a apresentadora do negócio (e não deixava de fazer mentalmente a associação infame com o Show de Calouros. - E o juiz lálá-lálálálálálá-láláláláááá-lálálálálálá -) Enfim, o fato é que a professora chamou um conhecido da TV Justiça para ser o juiz, e eles acharam a idéia legal e resolveram filmar a nossa empreitada. Conclusão: o nosso julgamento foi ao ar hoje às 19h00 ou 19h30 e EU NÃO VI!!! Isso tudo porque caiu um temporal aqui e eu fiquei literalmente ilhada até as 9h00 da noite sem poder ir para casa. Que droga. Se bem que a professora falou que o cinegrafista era novato, então as imagens ficaram bem ruins e pouca coisa pode ser aproveitada, mas mesmo assim... Vou ver se pego a fita com alguém ou descubro se vai ter reprise (pouco provável, eu acho). |
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Drops
Muitas coisas ruins acontecendo para muitos lados, mas tudo de bom aqui comigo. As metas, as indefectíveis metas que eu vou alcançar. Logo eu caio no poço do retardamento e compro um daqueles livros ridículos sobre Planejamento Estratégico para aplicá-lo à minha vida. Não, não sou tão deprimente assim. A minha cabeça maquina tudo muito melhor que um recalcado de marketing (pelo menos no quesito minha vida). Muitas coisas para fazer e nenhum tempo para completá-las. Vou fazer a metade que conseguir e mandar o resto pro espaço. Já faz tempo que descobri que não vale a pena se preocupar com o que não tem salvação ou é insignificante. E assim será. Uma leve observação fútil pra fechar com chave de ouro: Todas as vezes que eu vou a São Paulo eu encontro algum famoso ou aspirante a. Já vi a Wanderléa, Adriane Galisteu, Nando Reis, Fernanda Young, Tarcisio Meira e mais uma pancada de gente. Desse vez não foi diferente. Hoje no aeroporto estava um apressado atorzinho-malhação que não foi importunado por ninguém e o Luigi Barricheli, todo compenetrado num livro muito bom. Tomara que ele tenha comprado. Acho que já esbarrei com esse povo mais vezes que muito paulistano. A utilidade dessa informação? Nenhuma. É só para dar um alívio nada refrescante neste longo domingo de muito pouco descanso. |
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Pelos Ares
Eu poderia dizer que durante o vôo eu leria o livro que tenho que entregar uma resenha segunda-feira, mas eu me conheço. Acho um saco viagem de avião, dá a impressão que é ainda mais devagar que ônibus. Isso porque não é permitido se fazer NADA dentro desses frigoríficos. Não dá para ouvir música, não dá para dormir naquelas cadeirinhas escrotas e nem olhar a paisagem para distrair dá, pois depois de 10 minutos, aquele céu indiscutivelmente lindo torna-se entediante. Tentar se sociabilizar com passageiros ao lado é perigoso demais. A probabilidade de ser uma mala no compartimento errado que vai querer te contar toda a sua vida miserável e medíocre e, ainda por cima, pedir conselho sentimental é muito grande. E como eu não poderia deixar de honrar os resquícios da criança hiperativa que fui, vou ter que ler algo cativante pra não ficar tendo chiliques por falta do que fazer. Ou seja, eu vou é aproveitar para terminar de ler A Metamorfose do Kafka que só consigo dar uma parca passada de olhos diárias por pura falta de tempo. |
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Yey!
Na quinta-feira fui convidada a uma vaga para estágio no Senado Federal. Sexta-feira, fui lá fazer o teste e aquelas coisas todas. Hoje, me ligaram avisando que fui selecionada. Vou ganhar o dobro do que estou ganhando atualmente. Sei que a princípio meu cargo lá vai ser até menor do que o que eu ocupo no meu estágio atual, mas com o tempo ocuparei cargos muito mais importantes do que no atual estágio. Sem contar que é uma oportunidade única de conhecer essa casa... digamos... tão peculiar, de entender como funciona o esquema de poder sob um prisma que só pode ser visto por quem faz parte dele. E fontes, importantíssimas fontes para o futuro. Mas vou sentir falta do seu Gilberto, ele é uma figura humana interessantíssima e boa de se trabalhar. Obs: A minha empregada assiste todos os dias, RELIGIOSAMENTE Dragon Ball Z. Tenha medo. |
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O Velhinho Sempre Vem
Quando eu era menina, era uma das pessoas que mais tinha espírito natalino que eu já conheci. De chorar de tristeza de em plena noite de natal por causa de algumas pessoas da família estarem como verdadeiras carrancas em frente a tv sem nem ao menos sequer lembrar do espírito de confraternização que reina nesse dia. Todos ávidos para que a ceia chegasse logo. Com o tempo, meu ateísmo foi aflorando cada vez mais e o Natal se tornou uma bela festa, mas um tanto quanto triste, pois já não consigo participar dela como realmente deveria ser. Mesmo assim, uma coisa que nunca suportei são os Papais Noéis de shoppings. Nunca confiei neles. Tinha aversão. Até porque, sempre soube que aquilo era uma farsa, que não era o verdadeiro Papai Noel, e isso era uma afronta a minha inteligência. Outra coisa é que a impressão que sempre tive é que esses seres que aparecem nos shoppings em fim de ano são um bando de tarados que só querem se esfregar nas criancinhas. Não sei porque penso assim. O fato é que uma menina de 7 anos dava escândalo porque não queria de jeito nenhum enfrentar fila para ganhar balinha de graça e pedir coisas. E pretendo nunca deixar meus filhos (caso tenha) na mão desses maníacos. |
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Hein?
Chegaram aqui procurando por musas das propagandas de cigarro ... ... ... Errr... Deixa pra lá... :o) |
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Bullet Time
Eu poderia contar como consegui fazer uma prova, sair da lista de espera do II SICOM para a indefectivel e seleta lista das apenas 250 pessoas que assistirão as palestras, ir ao banco efetuar o pagamento da inscrição, passar o fax do comprovante de depósito, almoçar, mandar o meu irmão a merda e chegar ao trabalho em apenas 45 min. Poderia, mas não vou. Isso porque o post ia ficar absurdamente grande e eu não teria a capacidade de mostrar quão escatológico e engraçado estes acontecimentos à la Snatch - Porcos e Diamantes foram. Então, é isso. Eu vou ao II SICOM e estou bem feliz por isso. |
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Sonhar Não Custa Nada
O Curitiba Pop Festival me traz muitas, mas MUITAS idéias maravilhosas e perfeitas. Calma Christiane, você está se encaminhando para isso. Suas principais conquistas sempre foram alcançadas como a água que bate na pedra e aos poucos vai transformando sua rigidez em formas delicadas. |
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Perseu e Medusa
Para decepar a cabeça da Medusa sem se deixar petrificar, Perseu se sustenta no que há de mais leve, as nuvens e o vento (ele possuia sandálias aladas para voar); e dirige o olhar para aquilo que só pode se revelar por uma visão indireta, por uma imagem capturada no espelho (seu escudo de bronze). A relação entre Perseu e a Górgona (Medusa era o nome da mulher. Lembrem-se que ela era uma bela mulher que foi transformada neste monstro) é complexa: não termina com a sua decapitação. Do sangue da Medusa nasce um cavalo alado, Pégaso. O peso da pedra pode reverter em seu contrário; de uma patada, Pégaso faz jorrar no monte Hélicon a fonte em que as Musas irão beber. Como se de algo ruim, pesado e feio, pudesse surgir beleza, leveza e bondade. Quanto à cabeça cortada, longe de abandoná-la, Perseu a leva consigo, escondida num saco. Quando seus inimigos ameaçavam subjulgá-lo, basta que o herói a mostre, erguendo-a pelos cabelos de serpentes, e esse despojo sanguinoso se torna uma arma invencível que utiliza apenas em casos extremos, e só contra quem merece o castigo de ser transformado em estátua de sí mesmo. Ou seja, Perseu consegue dominar a pavorosa figura mantendo-a oculta, da mesma forma que a vencera, contemplando-a no espelho. É sempre na recusa da visão direta que reside a força de Perseu, mas não na recusa da realidade do mundo de monstros no qual estava destinado a viver, uma realidade que traz consigo e assume como um fardo pessoal. Sobre a relação entre Perseu e Medusa podemos saber mais lendo as Metamorfoses de Ovídio. Perseu vence uma nova batalha, massacra a golpes de espada um monstro marinho e liberta Andrômeda. Depois da façanha, Perseu vai lavar as mãos sujas no combate, mas surge então um problema: onde deixar a cabeça da Medusa? E aqui Ovídio encontra versos que me parecem extraordinários para expressar a delicadeza de alma necessária para ser um Perseu dominador de monstros: "Para que a areia áspera não melindre a angüícoma cabeça, ameniza a dureza do solo com um ninho de folhas, recobre-o com algas que cresciam sobre as águas, e nele deposita a cabeça da Medusa, de face voltada para baixo". A leveza de que Perseu (que voa pelo ar) é herói não poderia ser melhor representada, segundo penso, do que por este gesto de tamanha delicadeza para com um ser monstruoso e tremendo, mas mesmo assim de certa forma frágil e perecível. Perseu tinha a sagacidade de saber que Medusa era sim um monstro, mas acima de tudo, um ser vivo e, antes disso, foi mulher. Era seu dever exterminar a criatura que trazia horror aos outros? Sim, mas ele não o faz com ódio ou desprezo. É somente uma tarefa que deve cumprir. E mais. Mesmo depois da batalha, Medusa se torna útil a ele, ajuda-o contra outros monstros. E em nenhum momento ele desdenhou esse fato, ou o menosprezou. Perseu era sábio. Sabia retirar coisas boas mesmo de tudo o que era feio e ruim, e ainda por cima, ser grato a isso. |
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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com