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Eu fui Melanie Daniels levando a praga consigo. O fim chegará logo, mas pode ser magnífico. Posso levar o ouro. Dê-me a chave para a Montanha Mágica
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"Chamou-me num tom cordial que não usava para mais ninguém, e sobre cuja sinceridade eu não podia furtar-me a alimentar dúvidas"
Wuthering Heights
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Dos três presentes que eu poderia pedir pro universo, dois eu ganhei este ano. Em 2012 planejo conquistar o terceiro, mas se não tomar uma rasteira já tá de bom tamanho
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Quando se implanta um aparelho elétrico no corpo há várias etapas a serem cumpridas. Primeira, claro, não morrer durante a cirurgia. Daí vem o risco de infecção, do corpo rejeitar o negócio, ficar paralítica ou simplesmente o bagulho não ligar. Tudo dando certo você avisa geral que tá tudo bem na Dinamarca ê final feliz. A segunda etapa é aquela que você não compartilha. Onde você volta pra casa com 57 pontos embaixo de um curativo que, aliás, lhe causa queimadura de contato. E basicamente você não pode mexer o tronco e recebe a recomendação de que não pode molhar a parada. Ah, meus amigos. Tem aí início a verdadeira batalha. Porque eu e minha mãe (que virou uma espécie de ama-seca que me veste, calça etc) nos tornamos completamente obssessivas em fazer uma verdadeira muralha de Jericó entre o tegaderm e a água. Porque né, nos primeiros banhos infiltrava um pouquinho. Na versão atual eu pareço algo como uma múmia enrolada em plástico e micropore andando em direção ao chuveiro. Usamos 3 tipos de esparadrapos diferentes, pra se ter uma idéia. Nunca marquei quanto tempo dura o processo de mumificação, mas eu estou cansada antes mesmo de entrar no box. Minha meta é enviar uma cabeça de cavalo para o médico ficar certo em tirar meus pontos no dia 3 de janeiro. |
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Eu era o rei da cidade que fora abandonada por qualquer música. Mas agora há esta vibração dentro de mim. Se fechar bem os olhos, posso ouvir o seu som. Sou um foguete.
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Toda semana alguém põe uma margarida na porta de casa. Não faço idéia de quem seja, mas também não importa. A resposta é a mesma.
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Nau bojuda arrumou uma infecção urinária bem na véspera de coisas muito importantes serem feitas/decididas. E eu sofro, né? Porque se for agoniento e dolorido que nem na gente depois de uma noite avec rude boy... Tadinho. Tá tomando só antibiótico tem 1 semana, já que a insuficiência renal não o torna capaz de filtrar o anti-inflamatório. Eu achei que tava melhorando muito devagar, então entramos com uma homeopatia e aumentamos o soro. E até hoje nada de conseguir repetir os exames...
PS: Deveria me envergonhar disso, mas o Pirilampo tem uma tosse nervosa que eu acho fofa Acompanhe minha saga da insuficiência renal felina: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 |
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Sempre tive uma relação imaginária muito intensa com certos lugares do mundo. Tudo começou com a Itália. Quer dizer, tudo começou com Florença, os Médici e o renascimento. A coisa pegou quando, pouco tempo depois, me apaixonei por um milanês. Depois veio a França e é tanta coisa que nem dá conta.
Mas é engraçado que justo agora me lembrei que meu lance com a França é muito mais antigo. Quando eu tinha uns 8 anos minha melhor amiga (que foi amamentada pela minha mãe, perceba) foi morar lá porque a mãe dela ia fazer um doutorado. Foi minha 1° experiência de solidão e profunda saudade. Quase 20 anos depois era eu querendo estudar por lá... Acontece que a vida foi, lentamente, minando todos os meus idílicos lugares do mundo. Começou com o Katrina e nunca mais parou. Melhor seria se fosse sempre a potência da natureza devastando tudo. Não se acabaram todos, veja. Mas ficou o medo, né? E daí que esse ano eu li um livro. E tenho certeza absoluta que vai ser para sempre a coisa mais linda e maravilhosa já feita por toda a humanidade. Tem mais de mês que enrolo pra não chegar ao fim e quase comprei outra edição ontem na livraria porque agora quero ler todas as traduções possíveis. Quero ler o original. Quero ler poesia por ele. E então ficou combinado que esta é a relação imaginária absoluta com um lugar do mundo. Que eu evito evocar o nome pra não agourar. E porque os segredos são mais doces. E se tem uma meta absoluta em minha vida agora é um dia ir para lá. |
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Minha vida é um filminho cretino cheio de plot twist do mal quando você acha que as coisas finalmente vão dar certo
PS: Tolinhos. Já falei do meu talento pra autocomiseração aqui. Acontece que eu tenho um mantra. E se ele fosse traduzido como a música que sobe nos créditos finais do meu filminho, com certeza seria esta aqui
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Arquivos
Christiane, 30 anos. Brasiliense em São Paulo. slamgirl[at]hotmail.com
