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Das Verdades Universais
O que liga é ser azedo. Sendo azedo, você evita um monte de gente inconveniente e acerebrada. Acerebrada sim, porque as inteligentes conseguem ver além do azedume e também entendem as tiradas sarcásticas, concordam e gostam. Sim, eu (também) sou azeda. E tenho dito. Daqui |
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Da série: A doce ficção
VILÕES DAS PROFUNDEZAS DO MAL Mum-Rá - Thunder Cats Vingador - Caverna do Dragão Sinhozinho Malta - Roque Santeiro Mac Garen - Jaspion Maligna - He-Man Gyodai - Changeman Laura - Celebridades |
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Eu sou uma pessoa feliz e sem infância
Meu limão meu limoeiro Meu pé de Jacarandá Uma vez skindô le lê, iê iê Outra vez skindô la lá |
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Tsc
Descobri que sou uma carente de aeroportos. Preciso de um rosto sorridente procurando pelo meu na sala de desembarque para ser feliz. Por outro lado, sempre pego taxistas serelepes que alegram meu dia com suas histórias peculiares. Como aquele bombeiro aposentado, que a cada curva ia dizendo: "Ó, nesse trecho aqui morreram três numa batida de carro. Tivemos que cortar a perna do motorista pra tirá-lo das ferragens e a família fazer o reconhecimento do corpo". Positivo e operante, aimmm... |
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The Shareef Don't Like It
Taí uma coisa que eu queria: um ombro biônico. Outra coisa que eu queria era um gravador descente, e uma fita com 6h de duração. Podia vir com aquele exame perdido que eu deixei numa mesa da Casa do Pão de Queijo também. Pelo menos eu tenho uma passagem para quinta-feira, uma cara de cuíca, um Linguado da Pequena Sereia e um telefone super-glam-ui-ui-ui-como-sou-modernosa. E eu tenho a força e antigos espíritos do mal transformem esta forma decadente em mumm-rá, o de vida eternaaaaa... PS: Paulistas, ainda está rolando Tanabata Matsuri? |
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Bailam Corujas e Pirilampos entre os Sacis e as Fadas - ou - Como ser Metrosexual
O importante é que agora eu tenho o auto-ajuda do Abílio Diniz e do François Rabelais. É, legal mesmo é ser massificado da moda. |
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Gata de Botas
Neste momento, possuo hematomas espalhados pelo corpo porque sou velha. E velhos não devem se aventurar a andar de bicicleta em domingos de sol. Pelo menos possuo técnicas-felinas-mirabolantes-das-artes-marciais-milenares, o que deixou a queda bem charmosa. |
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Da Série: Para Corações Arrependidos
Para comemorar o que deve ser uma carícia na alma. E porque, é verdade, não há nada a contar que não seja a chatice da "poesia do dia-a-dia". Comecemos: ANTES DO AMANHECER
ATO I CENA I. O vagão Um casal discute. Incomodada, CELINE mudar de lugar. Senta ao lado de JESSE. Sai o casal discutindo. JESSE e CELINE trocam olhares J: Tem idéia do que estavam discutindo? Você fala inglês? C: Sim, mas meu alemão não é muito bom... Sabe que, com a idade, os casais não ouvem direito um ao outro? J: Não... C: Supostamente, os homens perdem a capacidade de distinguir sons graves e, as mulheres, de distinguir sons graves. Eles se anulam J: Acho que sim. Assim, os casais envelhecem juntos sem se matarem. O que está lendo? CELINE mostra o livro "Madame Edwarda", de George Bataille. JESSE faz uma exclamação C: E você? JESSE mostra "Eu só Preciso de Amor", de Kinski. Entra o casal discutindo J: Vou até o vagão-restaurante daqui a pouco. Quer ir comigo? C: Claro Saem CELINE e JESSE CENA II. O vagão-restaurante Entra JESSE E CELINE J: Como fala inglês tão bem? C: Fiz um curso deverão em Los Angeles. Aqui está bom? J: Está O casal senta em uma mesa C: e morei uns tempos em Londres. E como você fala inglês tão bem? J: Eu? Sou americano C: Americano? Tem certeza? CELINE ri C: Estou brincando. Eu sabia que era americano. E não fala nenhum outro idioma, certo? J: Ah, estou entendendo. Sou o americano ignorante que não tem cultura alguma, certo? Mas eu tentei. Fiz 4 anos de francês no colegial. Na primeira vez que fui a Paris fiquei na fila do metrô, treinando... "Une billet, s'il vous plait. Une billet s'il vous plait" C: Un billet J: Que seja Ambos riem J: "Un billet, s'il vous plait." Quando chegou a minha vez, olhei para a mulher e me deu um branco, comecei a falar inglês: Preciso ir para... Enfim. Para onde vai? C: Estou voltando para Paris. As aulas começam na semana que vem J: Onde estuda? C: Na Sorbonne, conhece? J: Claro... Está vindo de Budapeste? C: Sim, fui visitar a minha avó J: E como ela está? C: Está bem. E para onde você está indo? J: Para Viena C: Viena? O que tem lá? J: Sei lá, vou descobrir amanhã C: Está de férias? JESSE se incomoda J: Não sei bem. Estou só viajando por aí. Estou no trem há 3 semanas C: Veio visitar amigos ou está sozinho? J: Eu tinha uma amiga em Madri... C: Madri? Legal J: Comprei um Eurailpass C: Que bacana... E essa viagem pela Europa está sendo legal para você? J: Claro, está sendo... uma bosta Ambos riem C: Como é que é? J: Teve seus... Passei semanas olhando pela janela. Bárbaro C: Como assim? J: Bem, você tem ideías que normalmente não teria C: Que tipo de idéias? J: Quer ouvir uma? Tive essa idéia para um programa de televisão. Uns amigos meus são produtores de um programa de TV a cabo em que eles exibem programas baratos feitos por qualquer um. O meu programa duraria 3 ou 4 horas por dia, durante 1 ano. Eu pegaria 365 pessoas de várias cidades do mundo para fazer documentários da vida real. Registrar a vida como ela é. Começaria com um cara acordando de manhã, tomando um banho, comendo alguma coisa, fazendo café, lendo o jornal... C: Peraí. Vai mostrar essas chatices que todo mundo tem de fazer? J: Eu ia falar sobre "a poesia do dia-a-dia", mas você estragou CELINE ri J: Mas pense por esse ângulo... C: Quem vai assistir a isso? J: Porque é que um cachorro dormindo ao sol é tão bonito? É, é bonito. Mas um cara tirando dinheiro do caixa eletrônico é ridículo? C: É como o programa do National Geographic, mas sobre pessoas? J: É. O que acha? C: Vejo isso como 24 horas de pura chatice, desculpe, ou com uma cena de sexo rápido, com ele dormindo em seguida J: Esse seria um excelente episódio. Todo mundo iria comentar. CELINE ri J: Você poderia fazer um em Paris C: Claro J: O meu maior problema é quanto à distribuição. Levar as fitas às cidades para que as exibissem o tempo todo. Senão, não faria sentido. Entra o garçon. O casal olha o menu J: Eles não são treinados para atender bem. É uma observação sobre a Europa Sobe a música. A câmera se afasta e a cena acaba |
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Arquivos
Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com


