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O sono, oh céus... Onde andará?
Então que vou outra vez para além do arco-íris. E vou bater os sapatinhos mas... Será? Sabe, eu sou uma moça suspirante. Não parece, eu sei. Na verdade só alguns poucos moços sabem disso. Eu até chorei em Jerry Maguire, mas... O que estou dizendo? De volta na segunda-feira. Com muito açúcar. Ou não. |
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No fantástico país dos exames laboratoriais II
Você já viu sangue esguichar do seu próprio corpo? Pois é... |
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A cantora gritante
"Cantava tão bem Subiam-lhe oitavas Tantas tão claras Na garganta alva Que toda vizinhança Passou a invejá-la. (As mulheres, eu digo, porque os maridos às pampas excitados de lhe ouvir os trinados, a cada noite em suas gordas consortes enfiavam os bagos). Curvadas, claudicantes De xerecas inchadas Maldizendo a sorte Resolveram calar A cantora gritante. Certa noite... de muita escuridão De lua negra e chuvas Amarraram o jumento Fodão a um toco negro. E pelos gorgomilos Arrastaram também A Garganta Alva Pros baixios do bicho. Petrificado O jumento Fodão Eternizou o nabo Na garganta-tesão... aquela Que cantava tão bem Oitavas tão claras Na garganta alva. Moral da estória: Se o teu canto é bonito, cuida que não seja um grito" Hilda Hilst |
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Explicando coisas óbvias de forma complexa
Às vezes, o caminho é melhor que o destino. Às vezes, o simples fato de começar uma viagem já provoca uma transformação. Às vezes, o bacana é viajar sem destino, parando nos lugares mais agradáveis. Às vezes, é preciso trilhar um caminho único. Às vezes, São Paulo vira uma novela mexicana. |
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Um copo de cólera
Alguém me disse que quando sumo por um longo período é que estou trepando muito. A verdade é que engoli uma espinha de peixe-espada que me rasgou a garganta e não me deixa falar. Estive na Sicília. E na Grécia. Por lá, segui os passos de Mayol. Horas e horas de mergulho e apnéia. Desci no mar fundo como nas imagens de Besson e fui, em camera lenta, até onde permitem a náusea e a vertigem. Terminarei fazendo como ele mesmo fez: perder-se naquela paz e naquele silêncio, deixando Joana ao léo. |
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Ele puxa no umbigo até matar - ou - Chamada em espera
Eu preciso mudar alguma coisa no meu continuum espaço-tempo. Imediatamente. Aí ou colho os louros da vitória ou me fodo no final. Boas opções, ambas. |
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Que puxa
Brasília continua com a mesma chuva idiota. E na abadia de Thelema, comi tal qual Pantagruel. |

Arquivos
Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com

