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Engraçado lembrar que esses desesperos de solidão eu só tive antes de arrumar o 1° namorado. Depois disso, mesmo passando anos solteira nunca mais foi sofrido estar só nesse dia. Talvez porque quando adolescente a gente tenha aqueles medos tipo "mas então é isso? ninguém na vida vai me querer?" ou então talvez seja porque com os anos eu fui amadurecendo e curtindo mais a minha própria companhia.
De fato, muitos dizem que eu tenho cara de quem não precisa de ninguém, mas isso não é verdade. Eu só não consigo aceitar essa idéia que alguns têm de que pra sermos completos é preciso outra pessoa. Eu não necessito amar um mocinho para ser feliz, completa ou o que seja. Só passou a ansiedade. E o fato de não mais arrastar correntes ouvindo Lulu Santos |
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E você sabe que é bem viadinha e incompetente quando os seus pais ficam muito orgulhosos e exultantes porque você instalou sozinha a máquina de lavar roupa.
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Queria comer pizza, mas não queria pedir porque 1) não consigo sequer comer meia pizza média e 2) estou muito pobre e o preço da brotinho é quase o mesmo da grande. Resolvi ir ao mercadinho alí da esquina. Eu sabia que estava frio, mas com as janelas fechadas subestimei a temperatura. Fui de chinelo e quase uma hora depois os dedos ainda estão dormentes. Não tinha mini-pizza, mas fiquei feliz pela grande custar R$3,80.
Aqueci o forno e, burra, só depois de uns 3 minutos assando percebi que tinha posto a pizza inteira lá dentro, ao invés de cortá-la num tamanho compatível com a minha fome. Pensando nos desabrigados famintos de Mianmar, soquei a pizza pra dentro até onde aguentei, tomando uma quantidade absurda de refrigerante pra ajudar a descer. Tipos comi metade de uma pizza grande. Se você me conhecesse saberia o quanto é uma quantidade estúpida para a minha pessoa. Lá veio a gastrite numa queimação absurda. Pra tentar aplacar e sem Colantil ou Pantozol, tomei um pouco de leite. Conclusão: estou passando mal pra caralho e é provável que passe a madrugada inteira vomitando as tripas porque fiquei com dó do desperdício. Acho que morrerei. |
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Muitos amigos casados ou casando. Longe de mim querer ser preconceituosa com o meu sexo, mas eu acho que muito é culpa das mulheres esses casamentos irresponsáveis. As mulheres tendem a achar que casar é uma conseqüência natural de um relacionamento longo e não um compromisso de amor no qual você vai ser responsável pelo outro e vice-versa.
Mas sempre que se fala em casar eu penso em algum episódio de E.R onde é o marido (ou a mulher) quem decide se faz ou não aquela cirurgia escrota que pode salvar ou matar o infeliz. Acho que casamento é isso. Saber se você confia o suficiente naquela pessoa a ponto dela decidir sobre a sua vida ou morte |
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Vendo um documentário sobre transexualismo me chamou a atenção que, do grupo alí entrevistado, mais da metade antes se definiam como lésbicas e se relacionavam com mulheres. À medida que seu processo de mudança (física, é claro) de sexo foi acontecendo (algumas já haviam feito a cirurgia, outras não) passaram a se relacionar com homens homossexuais.
Embora o número de pessoas entrevistadas obviamente não seja expressivo e nem esse fosse o tema do documentário, me pergunto se o lance do homossexualismo não seja, afinal, ser atraido por alguém do mesmo sexo, mas sim pelo semelhante. |
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Mas a verdade é que passo o sábado lavando roupa e ando preocupada com o o vício por cerveja e azeitonas (não juntos, entenda) em minha vida.
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Perto de muita água tudo é feliz
Fevereiro tem cheiro de cinzas. E é sempre quando o meu coração se enche de amor e quando rumo para o norte de encontro ao mar. Nessas manhãs abria a janela e via aquela imensidão verde, de uma cor jamais vista. A água salgada é o prisma onde absorvo o universo que me rodeia e onde mergulho no fundo de mim mesma. Volto às origens e sinto paz. É tempo de reconhecimento. É um novo começo. No mar. |

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com
