0     10:58 PM
Uma das coisas mais legais das visitas que fiz este ano a Alagoas foi perceber como a minha experiência visual é limitada. Nunca tinha visto um navio de perto e mesmo sabendo que eles são grandes não estava preparada para aquela enormidade toda. É algo impossível de ser absorvido completamente na paisagem para ser só um elemento da vista. Impregnada que estou pelos estudos, não consigo descrever os navios de forma precisa sem que seja através da semiótica: eles são atores sintáticos que, manifestando de tal modo sua "pregnância" avançam sobre mim, sujeito-observador (que nem dizia Greimas). Que coisa linda o porto e seus navios...

Outro exemplo dá conta do quanto fiquei maravilhada pela cor da água dos mares de lá. Então, um dia, depois de quase quarenta minutos extasiada contando ao cabeleireiro o tom de verde que eu nunca imaginei ser possível existir, que coisa maravilhosa e única era aquilo ele vira e me diz, todo empolgado: "Você já esteve no Caribe? A água de lá é igual!"
0     10:55 PM
Engraçado lembrar que esses desesperos de solidão eu só tive antes de arrumar o 1° namorado. Depois disso, mesmo passando anos solteira nunca mais foi sofrido estar só nesse dia. Talvez porque quando adolescente a gente tenha aqueles medos tipo "mas então é isso? ninguém na vida vai me querer?" ou então talvez seja porque com os anos eu fui amadurecendo e curtindo mais a minha própria companhia.

De fato, muitos dizem que eu tenho cara de quem não precisa de ninguém, mas isso não é verdade. Eu só não consigo aceitar essa idéia que alguns têm de que pra sermos completos é preciso outra pessoa. Eu não necessito amar um mocinho para ser feliz, completa ou o que seja. Só passou a ansiedade. E o fato de não mais arrastar correntes ouvindo Lulu Santos
0     8:19 PM
E você sabe que é bem viadinha e incompetente quando os seus pais ficam muito orgulhosos e exultantes porque você instalou sozinha a máquina de lavar roupa.
0     10:29 PM
0     9:38 PM
Queria comer pizza, mas não queria pedir porque 1) não consigo sequer comer meia pizza média e 2) estou muito pobre e o preço da brotinho é quase o mesmo da grande. Resolvi ir ao mercadinho alí da esquina. Eu sabia que estava frio, mas com as janelas fechadas subestimei a temperatura. Fui de chinelo e quase uma hora depois os dedos ainda estão dormentes. Não tinha mini-pizza, mas fiquei feliz pela grande custar R$3,80.

Aqueci o forno e, burra, só depois de uns 3 minutos assando percebi que tinha posto a pizza inteira lá dentro, ao invés de cortá-la num tamanho compatível com a minha fome. Pensando nos desabrigados famintos de Mianmar, soquei a pizza pra dentro até onde aguentei, tomando uma quantidade absurda de refrigerante pra ajudar a descer. Tipos comi metade de uma pizza grande. Se você me conhecesse saberia o quanto é uma quantidade estúpida para a minha pessoa. Lá veio a gastrite numa queimação absurda. Pra tentar aplacar e sem Colantil ou Pantozol, tomei um pouco de leite. Conclusão: estou passando mal pra caralho e é provável que passe a madrugada inteira vomitando as tripas porque fiquei com dó do desperdício.

Acho que morrerei.
0     5:45 PM
Eu ando muito preocupada com divagações que ando tendo sobre que tipo de mãe gostaria de ser
0     5:42 PM
Muitos amigos casados ou casando. Longe de mim querer ser preconceituosa com o meu sexo, mas eu acho que muito é culpa das mulheres esses casamentos irresponsáveis. As mulheres tendem a achar que casar é uma conseqüência natural de um relacionamento longo e não um compromisso de amor no qual você vai ser responsável pelo outro e vice-versa.

Mas sempre que se fala em casar eu penso em algum episódio de E.R onde é o marido (ou a mulher) quem decide se faz ou não aquela cirurgia escrota que pode salvar ou matar o infeliz. Acho que casamento é isso. Saber se você confia o suficiente naquela pessoa a ponto dela decidir sobre a sua vida ou morte
0     5:29 PM
Vendo um documentário sobre transexualismo me chamou a atenção que, do grupo alí entrevistado, mais da metade antes se definiam como lésbicas e se relacionavam com mulheres. À medida que seu processo de mudança (física, é claro) de sexo foi acontecendo (algumas já haviam feito a cirurgia, outras não) passaram a se relacionar com homens homossexuais.

Embora o número de pessoas entrevistadas obviamente não seja expressivo e nem esse fosse o tema do documentário, me pergunto se o lance do homossexualismo não seja, afinal, ser atraido por alguém do mesmo sexo, mas sim pelo semelhante.
0     12:37 AM
Mas a verdade é que passo o sábado lavando roupa e ando preocupada com o o vício por cerveja e azeitonas (não juntos, entenda) em minha vida.
0     11:46 PM
Nota mental

Não deixar de ler a Odisséia antes de embarcar para a França

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com

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