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Passei tantos anos batalhando pra achar uma brecha em coração alheio que, agora, fico perplexa quando acontece tão imediatamente
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"O amador que volta para casa com inúmeras fotografias não é mais sério que o caçador, regressando do campo com massas de animais abatidos que só têm valor para o comerciante. Na verdade, não está longe o dia em que haverá mais folhas ilustradas que lojas vendendo caças ou aves".
Me intriga sobremaneira como se possa passar anos convivendo com uma pessoa sem se observar o óbvio. Há 2 anos que meu doutorado é sobre imagens fotográficas e você achando que eu não me interesso por fotografia. Obs :Achei esse rascunho não publicado que estava armazenado há bastante tempo no painel do blogger. Gosto de dizer as coisas quando elas já ressignificam outras nada a ver
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Quando eu era uma moça ingênua e sem repertório li O Nome da Rosa e foi como se fosse a oitava maravilha do mundo. De modos que durante muito tempo meu sonho de jovem jornalista era entrevistar Umberto Eco. Mas aí os anos passaram e eu descobri que ele não era nem um gênio literário nem da semiótica (isso não é uma crítica). Mas o mundo é um moinho mesmo e dia desses ele cagou bem cagadinho na minha cabeça e me ensinou a estudar. Ah Umberto, se eu tivesse conhecido esta faceta sua 15 anos atrás...
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Há um ano mais ou menos eu fui chamada pra intermediar uma briga irremediável. Era a separação das mais improváveis e também impossível de ser colada de volta. Aí exatamente hoje, quando estava aqui elucubrando sobre compaixão, sobre o limite da importância, do querer bem mesmo quando isso parece impossível, eu recebi o telefonema mais inimaginável. Pedindo que eu intervisse pelo bem-estar do desafeto. Há esperança no mundo, né? Aliás esse é o parâmetro, acho. Quando se tem que medir o que quer que seja, né? Se quando a coisa pega, se na situação limite, você se move em direção ao outro.
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Se tem uma coisa que sempre me chocou e que ultimamente tem me deixado ainda mais incrível é a incapacidade das pessoas de sentirem compaixão (aquela do Kundera)
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Tenho chorado de tanta dor. E quer saber o pior? nem chorar direito eu consigo, porque dói.
Update: Como o aumento da dor foi muito gradativo, eu não tinha a mínima noção do quanto ela afetava a minha vida até a 1° cirurgia. Mas agora, lendo os arquivos do blog, está tudo ali. Crescendo silenciosamente. Só eu que não via. |
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2010 foi um ano tão desgraçado que em dado momento eu mandei uma mensagem que dizia "Tá bem difícil aqui pra mim. Deseja que coisas boas aconteçam na minha vida?". Até a terapia eu parei. Eu adoraria terminar dizendo que tudo se resolveu, mas isso não é verdade. Aliás, esse é o grande desafio daqui em diante. Por ora eu fico aqui dando uma de Faye e, se tem uma coisa que eu gostaria de pedir na listinha de fim de ano é: 2011, seja gentil comigo.
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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com
