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Já ouvi uma vez que quando passo muito tempo longe daqui é que estou fazendo muito sexo. Pois bem. Falemos da minha vida sexual recente:
- Há coisa de 3 semanas, reparei que sempre que volto do trabalho está passando um programa de blues na rádio. E não pude deixar de pensar em como minha vida seria muito diferente se tivesse continuado em São Paulo
- Por falar nisso, havia um moço que sempre foi meu sonho de consumo máximo nas terras paulistanas. Um desejo iniciado muito antes de pensar em me mudar pra lá (fui em 2005, pense). Pois que por um triz muito pequeno não nos encontramos antes de eu voltar. Daí hoje li um troço tão retardado que ele escreveu nas internets que puta alivio, viu.
- Aquisições recentes: um moço que muito se parece com Hugh Jackman no papel de Wolverine e outro que muito se parece a Brienne de Tarth do Game of Thrones
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Tenho muita saudade do que não vivi. Por exemplo: imagina ter lido as irmãs Brontë na adolescência. Naquela época estava metida com poesia provençal, que me ajudava a manter uma leveza e esperança na imaginação. É verdade que era também uma galera que bem sofria, mas o negrume dos ingleses teria sido bacana naquele período.
O problema é que pouco depois conheci o Codex Seraphinianus, catei um milanês, li o O Nome da Rosa e o resto é história. Aí você pergunta "e Calvino?". Calvino chegou na hora certa... PS: gosto também como certas coisas chegam a mim por caminhos tortos. Tipo Johnny Cash, que aprendi a gostar com um moço com cara de bebê que fumava cachimbo e depois descobri que era nazistinha |
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Ano passado eu disse que se em 2012 eu não levasse uma rasteira
já tava de bom tamanho. Pois foi bem uma das primeiras coisas que me aconteceu.
Daí passei o resto do ano pondo em prática uma vingança travestida de melhoria.
Me vinguei e melhorei. Aliás, passei o ano assistindo
westerns para ter certeza de que a execução do plano fosse um sucesso. Só que é
verdade aquela história de que vingança é um veneninho amargo blabliblu.
Mas não é essa a questão. Porque não fui pra Big Whiskey
largando tudo pra trás. Na verdade passei boa parte do ano arando o campo. O
lance é que estou aprendendo. E isso me trouxe esperança de novo.
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Se há um tipo de comercial que gosto são os de perfume. Por isso juro que não entendo esse assanhamento todo em torno de Brad Pitt. Se o lance é o n° 5 e foco no carão, fico com Deneuve. Para além da canastrice do moço quando colocado ao lado de quem destrói na interpretação (taí Fome de Viver que não me deixa mentir), eu realmente acho que pesa muito a direção de Helmut Newton - aquele moço safado. Você fica entre constrangido e fascinado com Catherine te confessando intimidades no escurinho.
O lance é que gosto particularmente de propagandas que envolvem coito interrompido, com menção honrosa à homenagem a Wong Kar Wai. PS: há que se contar o importante fator nariz que tanto me agrada. Repare o perfil aquilino dos moços nesses comerciais todos |
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Sei que chegou a primavera quando, depois das primeiras chuvas, ouço as cigarras e fico feliz. Eu moro numa espécie de castelo como o de Howl, onde abro uma porta e ouço tantos pássaros como numa floresta, destranco a outra e lá vem o som de sinos de uma igreja que nunca vi pelas redondezas. Há também a porta preta, que eu sempre passo na frente mas tenho evitado muito abrir.
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Adelaide está fazendo uma compilação linda de mulheres incríveis que já estavam fazendo coisas fantásticas com essa idade. Eu, né, tou longe de ser lá muito significante no universo das coisas. Mas aos 30 tenho conquistado alguns sonhos e isso é bom
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Há algumas semanas, num aniversário, discutíamos sobre livros. Os melhores livros. Aí alguém disse que gostava particularmente de livros de terror. Citou vários autores etc. Daí me dei conta que, embora gostasse muito desse tipo de filme, fosse meio obssessiva com filmes de zumbis(e eles me divertem, não assustam), nunca tinha lido um único livro de terror. E me recomendaram um em particular. Vários ali já tinham lido e passado muitas noites sem dormir depois. Alguém disse que saía o próprio enxofre do inferno das páginas dele. Daí que já chego na metade e tirando a aparição de uns olhinhos vermelhos que dão um certo frio na espinha tenho achado tudo muito mais ou menos.
Acho que depois de Ruanda fica muito difícil para mim sentir aflição com algo que a imaginação humana pode creditar ao sobrenatural, ao terrível. Ainda tinha pesadelos semanas depois de terminado o livro de Gourevitch. A realidade da vida já é o próprio horror. E é tudo tão absurdo que talvez mesmo a mente mais brilhante seja incapaz de pensar em algo tão ruim. A ficção não dá conta. Explico: hoje passou um programa de tv sobre o tsunami de 2004. Lá pelas tantas o dono de uma pousada dizia que ele só conseguia reconhecer seus funcionários mortos pelo uniforme que usavam, dado o estado dos corpos já no dia seguinte à catástrofe. Na tela, alguém carregava um lençol de onde saía um braço de cor azul petróleo. Mais pra frente a história era de um pai que tentava reconhecer a filha em meio a uma parede só de fotos de corpos. Se isso já não fosse triste o suficiente, alguns segundos depois eu lembrei do cara da pousada quando a outra filha daquele senhor chamava a atenção pro fato de ter reconhecido a irmã numa das fotos por causa da camiseta que ela havia comprado no dia anterior.
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Há dias ouvia obssessivamente essa música enquanto dirigia. E hoje o mocinho me apertou querendo saber se eu ia ou rachava. Rachei. Então entrei no carro e a maldita música lá terminando e... "quero ouvir uma canção de amor. que fale da minha situação. de quem deixou a segurança do seu mundo por amor". E é isso. Por enquanto não dou conta de deixar nada... Mas se ele mandasse blau blau de declaração de amor eu casava na hora
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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com
