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As pernas de Calvino
Italo Calvino realmente escreveu sobre todas as coisas. Todas as coisas que pensei, senti e gostaria de ter dito. Entre as aventuras de Amilcare¹ eis que de repente ele percebe: "Mas o mundo mais novo que os óculos abriam para ele era o da noite (...) O bonito da noite, porém, era aquela margem de indeterminação que as lentes afugentavam à luz do dia, e que permanecia". Além de todas as descrições sobre os problemas de identidade que um óculos pode trazer e que eu conheço muito bem. O meu guizzo pode ser encontrado aqui. ¹ CALVINO, Italo. Os amores difíceis. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. |
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Queria ter coragem pra te mandar um e-mail, pedir e quem sabe ter direito a uma despedida definitiva porém digna
( ) eu sou o caso deles, sou eu quem esquento a vida deles ( ) eu tenho medo ( ) não tá merecendo ( ) me dá preguiça |
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Eu podia estar calada, mas né?
"Eu respeito quem é vegetariano porque não gosta de carne. Eu respeito um pouco menos quem acha que faz mal à saúde (aquele papo de que não fomos feitos pra digerir carne, etc...mó balela). Eu respeito menos ainda quem não come por questões cármicas, as más energias e a putaqueopariu. Mas, vocês vão me desculpar, eu não respeito nem um pouco aquele papo de animals are friends, not food. Perdão, mas animals are food to me!", daqui. É preciso dizer que sou sim contra o modo cruel como são mortos e me preocupo em usar produtos que não fazem testes com animais. Já deixei de usar vários por isso. Agora, o meu endosso à condenar alguns motivos que levam pessoas a justificar o vegetarianismo é o radicalismo. Eu me pergunto se eles têm a mesma preocupação em saber em quê condições a soja que tanto consomem foi produzida, se é trangênica, se conhece os inúmeros dados que atestam boa parte do desmatamento do Pantanal e (recentemente) da Amazônia pro plantio dela etc. Fora isso, na segunda-feira jantava com dois médicos e um deles era ovolactovegetariano. Quando perguntado (pelo outro médico) se isso não afetava o humor, causando apatia, o veggie ficou calado. E sobre essa história de animals are friends, not food, para mim é um pouco a questão tratada n'O Homem Urso e no Marcovaldo. O estado de Pancália que a humanidade prega é irreal e na verdade nunca existiu. |
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Mimi taxi "Em Brasília é assim: ou você se ama ou você se odeia. Mas, na verdade, tanto faz. Você vai ser a sua única companhia, na maior parte do tempo", dele. Quanto a mim, não há nada melhor do que ao voltar para casa de madrugada, longe do burburinho e das pessoas queridas, dirigir sozinha pelo Eixão deserto. |
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O sabat
Voltar para Brasília sempre me causa comoção. Os dias no cerrado são ruidosos, sempre-vivos, com fins-de-tarde de conversas leves e açaí gelado... É o meu pranayama, enquanto São Paulo é minha Dorotéia. |
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A palavra e as coisas
Muito interessante ver como Herzog mostra as significações em O Homem Urso. Timothy Treadwell busca o devir de Deleuze, aquilo que não tem forma no seu mundo (o mundo civilizado). Ele se aproxima/encanta dessa potência chamada "urso" que para ele ainda não tem forma. Mas isso é uma troca e do mesmo modo como ele vai adquirindo uma nova forma (o cheiro, a aceitação dos animais) os ursos, para Tim, tomam uma forma humana. Mas não uma forma humana qualquer e sim uma forma infantilizada, o urso bom, um Teddy Bear. A luta entre machos é descrita por ele mais como uma partida de futebol americano que a violenta batalha para definir o macho dominante. É possível que num certo momento Tim tenha percebido que o seu devir era impossível, mas a existência passada (na civilização) era insustentável. Enfim... É um lindo (e horrorosamente tenso) filme sobre a busca mais profunda por si mesmo. Nota mental de variações sobre o mesmo tema: - O Rastro dos Cantos - Bruce Chatwin - Walden - Henry David Thoreau - Marcovaldo - Italo Calvino (sempre ele, ai ai) |
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Ai
Que saco. QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO QUE SACO. |
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Amar é
Tirar remela do olho alheio sem ter nojo. E um gatinho felpudo que me acorda todo dia às 7h da manhã. |
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Hollerite?
Eu ia falar mal denovo dos hábitos paulistanos, mas basta dizer que nessa segunda-feira estava a maior histeria no aeroporto por conta de suposto atentado a bomba do PCC e que eu passei DUAS HORAS esperando um taxi num frio do caralho. E não, eu não discuto política, teorias conspiratórias e abstinência sexual desde que cobri o Congresso. Basta. |
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Me dá preguiça - ou - Os ricaços e a comida
A verdade é que esse novo recurso do orkut funciona exatamente como um contador que identifica IP em sites e blogs. E fica todo mundo paranóico e se achando muito importante. Ai que saudade das canções de Gavroche. |

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com
