12:03 AM
One Year of Real Slam

Nem só ao vento é permitido, ao final das contas, pelo infinito circular. Esse meu descaminho, que com tão pouca pretensão foi ficando, ficando, até tomar uma dimensão nunca esperada. É como aqueles (a)casos amorosos, desarvorados, que começam assim, meio loucos, meio desvairados e vai se tornando necessário, amor antigo, de chinelos velhos na varanda.

Em um ano de literal e puro :: SLAM ::, acabo morando nos clichês e nos sensos comuns em dizer que a menina ainda dança, mas com certeza num compasso completamente diferente do que começou. É como dizem aqueles baianos: Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos e pela lei natural dos encontros eu deixo e recebo um tanto no que fica em cada um, no que sigo o meu caminho.

A flor de mandacarú, a força de Gally, a dança de Ganesha e o som do om. Abelha, carneirinho, acabou chorare. E é engraçado perceber que acaba que se diz muito melhor quando na verdade não se quer dizer. Mas não se preocupe, que sai pra lá esse navio sem rumo por (espero) mais um ano, que sem porta sempre aporta no óbvio da curiosidade.

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com

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