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Porque eu preciso contar, né? Que as aplicações de soro têm sido um sucesso! Quer dizer... Depois do fiasco daquela vez, só o fato de conseguir introduzir a agulha já é um puta avanço. Mas foi assim: acordei cedo pra fazer a aplicação. Queria aproveitar a claridade pra enxergar melhor e, caso desse errado, teria muito tempo pra lhe fazer companhia e me sentir miserável antes de deixá-lo sozinho pra ir almoçar. Sem contar que quase não dormi e queria resolver logo isso pra não ficar me torturando durante mais tempo.
Cagona que sou, tive que usar um atalho. É que o Fiso-frito não é exatamente aquele tipo de gato que você põe no colo e ele derrete. Deixá-lo parado seria um problema e eu não queria ficar mais nervosa do que estava lutando com ele (eu faço as aplicações sem ninguém pra ajudar). Então dei uma carninha pra ele comer e ficar entretido enquanto furava suas costas. Furei e o gato não pareceu sentir dor, mas também não foi como se não sentisse. Na hora da picada ele olhou pra trás e contraiu a pele, mas voltou a comer. Acontece que eu, em pânico, não queria nem encostar no gato com medo de todo tipo de catástrofe que é possível pensar quando se tem gatos, agulhas e nenhuma perícia envolvida. E eu calculei mal a quantidade de patê, então em menos de 2 minutos ele encheu o bucho e saltou da mesa, fazendo o soro esguichar pra todo lado e sem receber a quantidade devida... O mais importante (e só depois eu pude perceber) é que depois da aplicação ele não teve medo de mim, não ficou magoado nem passou o resto do dia debaixo da cama. E compreendi que a minha maior preocupação era que ele achasse que eu estava lhe fazendo algum mal. Como isso não aconteceu estou confiante que amanhã conseguirei aplicar o que ficou faltando. A ver. |
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E pra sair da vibe doença, gostaria de deixar registrado que peido de yakissoba e peido de onion rings são os piores do mundo. Nessa ordem.
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Então que Tomas-rosquito tem insuficiência renal. E que se você for procurar por isso na internet vai sentir um frio na espinha quando dizem que a expectativa de vida é de "alguns meses a alguns anos". Como é uma doença que requer que o próprio dono administre o tratamento (e pra não ter um ataque da periquita louca) eu resolvi entrar num fórum sobre o assunto pra trocar informações, receber dicas de quem já aplica soro no gato todos os dias há vários anos etc.
A princípio fiquei devastada com as histórias, porque a morte é lenta e o pobre bichinho vai definhando até ser sacrificado pelos donos que já não podem fazer nada pra que ele fique melhor. Depois senti esperança, porque a grande maioria dos casos só são descobertos quando o gato passa a ter sintomas (e por isso é levado ao veterinário), que costumam aparecer quando os rins nem funcionam mais. Eu dei a cagada de descobrir MUITO no início, quando as taxas do Gordurento indicavam apenas uma leve alteração fazendo um hemograma de rotina quando ele tinha 1 ano e meio. Quando a maioria das pessoas descobre as taxas estão de 5 a 10 vezes acima do normal e o gato tem mais de 10 anos. Durante 2 anos ele só precisou comer uma ração específica para gatos renais e até então eu não tinha sacado que era uma doença em desenvolvimento (burra). Para mim era como uma pessoa que tá com o colesterol meio alto e precisa fazer dieta. No início desse mês a veterinária achou que devíamos repetir o exame e fazer um ultra-som e vimos que só a ração não está mais dando conta do recado (embora os rins dele estejam perfeitamente normais). Aí que a bigorna caiu na minha cabeça. De novo, foi bom ter entrado no fórum porque a alteração do Tomas é praticamente mínima comparada com quase todo mundo ali, o que me faz crer que talvez possamos controlar só com ração e homeopatia depois dessas 10 sessões de soro por muitos anos. Entretanto há o caso de 2 gatos que foram diagnosticados bem precocemente e hoje com 3 e 4 anos (idade do Tomas, diga-se) os rins não funcionam mais, portanto a evolução pode ser rapidíssima mesmo com todos os cuidados. Mas eu tento me desesperar só com as coisas imediatas, tipo o cagaço de tentar aplicar soro no Tomas amanhã depois daquele fracasso. Aliás, se teve uma coisa providencial nessa história foi achar esse site. Eles foram sensíveis o suficientes de logo na entrada botarem um link esclarecedor e gentil para quem acabou de receber o diagnóstico no maior esquema Douglas Adams's DON'T PANIC. Recomendo a leitura para todos que têm gatos e, povo do meu Brasil varonil, por favor FAÇAM um hemograma mais exame de creatinina/uréia nos bichinhos anualmente. Não é uma doença que ataca mais gatos de raça, não é uma doença que só aparece na velhice e, acredite, quando os sintomas aparecem já é tarde demais. Eu sei que é difícil tirar sangue de um gato, eu sei que eles protestam, mordem, enlouquecem, mijam na casa toda depois ou precisam até serem sedados pra conseguir fazer o exame, mas velho, basta ler uma história pra saber que não dá pra fazer economia de palito de fósforo e só vaciná-los todo ano. Além disso peçam sempre pro veterinário examinar os dentes . O hemograma do Tomas foi feito para saber se ele poderia fazer um tratamento para a gengivite congênita dele e tem sido cada vez mais comum os casos de IR felina em gatos com problemas de gengiva/ dente. PS: Só depois de ter a doença foi que eu descobri que alguns antibióticos podem causar IR felina também. Portanto pergunte pro veterinário se esse é um risco antes de decidir qual remédio usar. E né? Nunca dê essas porcarias de Whiskas e demais rações de supermercado pro seu gato. Já é um grande avanço. Juro que não é frescura, depois escrevo um post sobre isso. |
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Sem entrar em detalhes porque dói eu não queria deixar de registrar pra mim mesma a tentativa muito frustrada de espetar uma agulha no meu gato. Antes disso eu fiz o mesmo com quatro gatos que não eram meus e tudo correu bem. Eu gostaria que eu conseguisse, para que ele sofresse menos, mas a idéia de tê-lo machucado esmaga o meu coração. E ter que decidir se tento de novo (já que ele vai ter que levar pelo menos 8 injeções anyway) é uma tortura que eu não consigo nem decidir nem evitar. E eu não sei se alivia ou piora ele vir deitar ao meu lado e me lamber logo em seguida ao meu desastre. E eu adoro essa orelha maior que o meu nariz...
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Esse discussão sobre a lei anti-fumo de São Paulo me dá muita preguiça. Porque todo mundo fala pelo coletivo mas, no fundo, tá todo mundo pensando no próprio rabo. E não é difícil perceber isso. Porque a grosso modo quem fuma é contra e quem não fuma é à favor da lei. Aí já fode tudo o que pode ser dito sobre, porque era pra ser uma discussão sobre o bem comum, liberdade de expressão, fascismo e yadda yadda, mas se no fundo ninguém tá preocupado com o outro, que diferença faz?
Eu não havia reparado que só convivo com não-fumantes e fumantes moderados (uns 5, se muito) até que conheci o Luis, amigo de um primo. Luis fuma o tempo inteiro. Sem exagero. Um dia fomos jantar e eu pedi que ele não fumasse enquanto comêssemos e Luis tremia porque não fazia nem meia hora que não dava uma baforada. E foi aí que eu me dei conta do quanto eu não conseguiria conviver com fumantes inveterados. Para além da história da saúde eu odeio cigarros simplesmente porque eles fedem. Odeio tanto pessoas fumando ao meu lado quanto odeio pessoas peidando ao meu lado, simples assim. É claro que essa é uma simplificação e eu estou pondo no mesmo saco coisas que talvez não sejam possíveis, mas me parece óbvio que essa lei só existe porque as pessoas não têm bom senso. E é claro que eu estou adorando essa lei por vingancinha, mas eu não me orgulho disso. PS: Lá nos primórdios dos tempos, antes mesmo desta lei pensar em ser sancionada, eu e ele conversávamos sobre cigarros quando em dado momento ele disse "Mas peraí, você fala como se fumar fosse um desvio de caráter". E acho que isso resume um pouco a minha incapacidade de participar sobre o assunto porque, de certo modo, na Christianelândia (termo muito apropriadamente cunhado por ele também, diga-se) é sim. |
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Lamen definitivamente é o meu comfy food. No frio que está fazendo em São Paulo o caldo quente afasta todo o tipo de preocupação e acalenta. Pelo menos ali enquanto se come. É que sentir dor todos os dias gera uma amargura dura e profunda que vai se enraizando na gente. E agora que eu não tenho esperança me agarro desesperadamente na esperança alheia, mesmo que de fato eu ache que não vá funcionar. Talvez arrancar uma parte de mim mesma levasse embora a amargura junto, mas mesmo essa hipótese pode não ser definitiva. E aí eu me sinto muito sozinha porque as pessoas não fazem idéia. E não tem mesmo como saber.
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- Arrulhar
- Calabouço - Caramujo - Carcaju - Cardamomo - Balir - Felpudo - Gatilho
- Guepardo
- Marulho - Mórula - Plantinha - Suculento |
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Paulistano tem tesão em se apertar diante da porta de ônibus/metrô. Exemplo prático: Ás 6h da tarde, entre a última parada da Dr. Arnaldo e a 1° da Av. Paulista há um túnel de tamanho considerável e que o ônibus vai levar pelo menos uns 20 minutos pra atravessar. Mas todas as vezes, TODAS, neguinho levanta logo que a porta fecha na Dr. Arnaldo e fica geral em pé se espremendo no fundo do baú. Mesmo sem estar lotado.
E me espanta o quanto os homens daqui gostam de fazer as mulheres refém ou finalmente matá-las quando são rejeitados. Não entendo do assunto, mas me arrepia que haja pelo menos uns 2 casos por semana e nunca ninguém parou pra pensar nisso como um traço marcante na personalidade dos homens desse estado. E o que isso significa numa escala maior, ainda mais quando São Paulo se acha muito progressista em relação aos estados do Norte, por exemplo. |
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Ninguém parece concordar, mas a verdade é que Clube da Luta é uma história de amor e A Época da Inocência é um filme sobre a extrema violência. Nunca me esqueço daquela música sofrida e torturante que vai esmigalhando o coração da gente durante toda a trama.
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Arquivos
Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com

