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Eu tentei aplicar soro sem dar carninha pro Katamaru mas é simplesmente impossível. Quando começo a pinçar a pelanca pra pôr a agulha ele acha que quero brincar. Então deita, me morde, não fica parado, enfim. Depois disso era hora de refazer o exame de sangue pra ver como andam as taxas de creatinina/uréia, mas as duas tentativas feitas foram frustradas.
Talvez por causa das idas freqüentes ao veterinário, Tomas tem se mostrado cada vez mais impaciente e agressivo. Ele que era tão bonzinho e cooperativo, embora reclamasse. Se não bastasse isso, estamos falando de um gato 2x maior do que o normal, de quase 10kg e exatamente por isso com uma força tremenda. Foi impossível imobilizá-lo. A estratégia é deixar passar 3 semanas pra ver se ele "esquece" e conseguimos da próxima vez. Por causa da doença, sedá-lo é extremamente arriscado, então só podemos contar com a boa vontade dele. É melhor não fazer o exame e apenas observar os sintomas do que colocá-lo sobre grande estresse. Pra piorar, dia 26 ele deveria ser vacinado, mas sem coleta nada de vacina. A trama se complica... Com a possibilidade de não conseguirmos fazer o exame de sangue ficou combinado dele tomar 100ml de soro 1x por semana mais a ração e a homeopatia, além de ficar de olho no comportamento do Quasímodo. De 3 dias pra cá ele tem tomado mais água, mas pode ser porque agora se acostumou com a fonte (troquei o bebedouro pra incentivá-lo a se hidratar, já que sempre gostou de água corrente) , ao invés de ser um sintoma. A ver. |
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Ganhei meu primeiro livro em francês! Eu juro que achava que quando este momento finalmente chegasse seria Le Petit Prince, mas foi logo um Georges Bataille. E não sei se gosto mais de quem me deu por pensar neste livro especificamente ou se de mim que fiz merecer tal desafio
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Hoje foi a penúltima aplicação e eu já estou mais confiante, embora ainda não durma e quase morra de ansiedade 50 horas antes. Agora que deve estar mais acostumado (e puto) o Gordo quase não tocou na comida e já queria logo descer da mesa, mas com jeitinho consegui mantê-lo calmo e relativamente quieto enquanto o soro corria durante até um pouco mais de tempo do que o preciso. A corcovinha (rá!) ficou bem altinha dessa vez.
PS: Eu que já tomei vitamina B na veia sei que aquela merda entra rasgando, então por mais que não seja necessariamente dolorido o soro subcutâneo deve incomodar muito. Ele passa horas tentando lamber as costas depois da fluidoterapia. Domingo tentarei aplicar sem a muleta do patêzinho. Não quero que ele associe algo prazeroso a algo chato/ruim. |
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A aplicação de hoje seguiu basicamente como a do dia anterior, só que dessa vez eu fui esperta o bastante pra entupi-lo de comida e ter mais tempo com ele imóvel. Acontece que o soro que entra sob a pele não é absorvido automaticamente, então vai formando uma bolotinha nas costas (e por isso agora ele é chamado também de camelinho/Quasímodo, hoho). E à medida que essa porra foi crescendo Xuxu foi se incomodando, parava de comer e olhava pra trás, andava um pouco, enfim: caos e destruição (mentira, ele é bonzinho e se mexe pouco e nunca bruscamente - pelo menos por enquanto...). Mas aí eu já não tinha medo de tocá-lo como quem foge da peste e tudo correu bem (ufa). Veremos como as coisas andam na quarta-feira. Só faltam mais duas!
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Porque eu preciso contar, né? Que as aplicações de soro têm sido um sucesso! Quer dizer... Depois do fiasco daquela vez, só o fato de conseguir introduzir a agulha já é um puta avanço. Mas foi assim: acordei cedo pra fazer a aplicação. Queria aproveitar a claridade pra enxergar melhor e, caso desse errado, teria muito tempo pra lhe fazer companhia e me sentir miserável antes de deixá-lo sozinho pra ir almoçar. Sem contar que quase não dormi e queria resolver logo isso pra não ficar me torturando durante mais tempo.
Cagona que sou, tive que usar um atalho. É que o Fiso-frito não é exatamente aquele tipo de gato que você põe no colo e ele derrete. Deixá-lo parado seria um problema e eu não queria ficar mais nervosa do que estava lutando com ele (eu faço as aplicações sem ninguém pra ajudar). Então dei uma carninha pra ele comer e ficar entretido enquanto furava suas costas. Furei e o gato não pareceu sentir dor, mas também não foi como se não sentisse. Na hora da picada ele olhou pra trás e contraiu a pele, mas voltou a comer. Acontece que eu, em pânico, não queria nem encostar no gato com medo de todo tipo de catástrofe que é possível pensar quando se tem gatos, agulhas e nenhuma perícia envolvida. E eu calculei mal a quantidade de patê, então em menos de 2 minutos ele encheu o bucho e saltou da mesa, fazendo o soro esguichar pra todo lado e sem receber a quantidade devida... O mais importante (e só depois eu pude perceber) é que depois da aplicação ele não teve medo de mim, não ficou magoado nem passou o resto do dia debaixo da cama. E compreendi que a minha maior preocupação era que ele achasse que eu estava lhe fazendo algum mal. Como isso não aconteceu estou confiante que amanhã conseguirei aplicar o que ficou faltando. A ver. |
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E pra sair da vibe doença, gostaria de deixar registrado que peido de yakissoba e peido de onion rings são os piores do mundo. Nessa ordem.
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Então que Tomas-rosquito tem insuficiência renal. E que se você for procurar por isso na internet vai sentir um frio na espinha quando dizem que a expectativa de vida é de "alguns meses a alguns anos". Como é uma doença que requer que o próprio dono administre o tratamento (e pra não ter um ataque da periquita louca) eu resolvi entrar num fórum sobre o assunto pra trocar informações, receber dicas de quem já aplica soro no gato todos os dias há vários anos etc.
A princípio fiquei devastada com as histórias, porque a morte é lenta e o pobre bichinho vai definhando até ser sacrificado pelos donos que já não podem fazer nada pra que ele fique melhor. Depois senti esperança, porque a grande maioria dos casos só são descobertos quando o gato passa a ter sintomas (e por isso é levado ao veterinário), que costumam aparecer quando os rins nem funcionam mais. Eu dei a cagada de descobrir MUITO no início, quando as taxas do Gordurento indicavam apenas uma leve alteração fazendo um hemograma de rotina quando ele tinha 1 ano e meio. Quando a maioria das pessoas descobre as taxas estão de 5 a 10 vezes acima do normal e o gato tem mais de 10 anos. Durante 2 anos ele só precisou comer uma ração específica para gatos renais e até então eu não tinha sacado que era uma doença em desenvolvimento (burra). Para mim era como uma pessoa que tá com o colesterol meio alto e precisa fazer dieta. No início desse mês a veterinária achou que devíamos repetir o exame e fazer um ultra-som e vimos que só a ração não está mais dando conta do recado (embora os rins dele estejam perfeitamente normais). Aí que a bigorna caiu na minha cabeça. De novo, foi bom ter entrado no fórum porque a alteração do Tomas é praticamente mínima comparada com quase todo mundo ali, o que me faz crer que talvez possamos controlar só com ração e homeopatia depois dessas 10 sessões de soro por muitos anos. Entretanto há o caso de 2 gatos que foram diagnosticados bem precocemente e hoje com 3 e 4 anos (idade do Tomas, diga-se) os rins não funcionam mais, portanto a evolução pode ser rapidíssima mesmo com todos os cuidados. Mas eu tento me desesperar só com as coisas imediatas, tipo o cagaço de tentar aplicar soro no Tomas amanhã depois daquele fracasso. Aliás, se teve uma coisa providencial nessa história foi achar esse site. Eles foram sensíveis o suficientes de logo na entrada botarem um link esclarecedor e gentil para quem acabou de receber o diagnóstico no maior esquema Douglas Adams's DON'T PANIC. Recomendo a leitura para todos que têm gatos e, povo do meu Brasil varonil, por favor FAÇAM um hemograma mais exame de creatinina/uréia nos bichinhos anualmente. Não é uma doença que ataca mais gatos de raça, não é uma doença que só aparece na velhice e, acredite, quando os sintomas aparecem já é tarde demais. Eu sei que é difícil tirar sangue de um gato, eu sei que eles protestam, mordem, enlouquecem, mijam na casa toda depois ou precisam até serem sedados pra conseguir fazer o exame, mas velho, basta ler uma história pra saber que não dá pra fazer economia de palito de fósforo e só vaciná-los todo ano. Além disso peçam sempre pro veterinário examinar os dentes . O hemograma do Tomas foi feito para saber se ele poderia fazer um tratamento para a gengivite congênita dele e tem sido cada vez mais comum os casos de IR felina em gatos com problemas de gengiva/ dente. PS: Só depois de ter a doença foi que eu descobri que alguns antibióticos podem causar IR felina também. Portanto pergunte pro veterinário se esse é um risco antes de decidir qual remédio usar. E né? Nunca dê essas porcarias de Whiskas e demais rações de supermercado pro seu gato. Já é um grande avanço. Juro que não é frescura, depois escrevo um post sobre isso. |
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Sem entrar em detalhes porque dói eu não queria deixar de registrar pra mim mesma a tentativa muito frustrada de espetar uma agulha no meu gato. Antes disso eu fiz o mesmo com quatro gatos que não eram meus e tudo correu bem. Eu gostaria que eu conseguisse, para que ele sofresse menos, mas a idéia de tê-lo machucado esmaga o meu coração. E ter que decidir se tento de novo (já que ele vai ter que levar pelo menos 8 injeções anyway) é uma tortura que eu não consigo nem decidir nem evitar. E eu não sei se alivia ou piora ele vir deitar ao meu lado e me lamber logo em seguida ao meu desastre. E eu adoro essa orelha maior que o meu nariz...
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Esse discussão sobre a lei anti-fumo de São Paulo me dá muita preguiça. Porque todo mundo fala pelo coletivo mas, no fundo, tá todo mundo pensando no próprio rabo. E não é difícil perceber isso. Porque a grosso modo quem fuma é contra e quem não fuma é à favor da lei. Aí já fode tudo o que pode ser dito sobre, porque era pra ser uma discussão sobre o bem comum, liberdade de expressão, fascismo e yadda yadda, mas se no fundo ninguém tá preocupado com o outro, que diferença faz?
Eu não havia reparado que só convivo com não-fumantes e fumantes moderados (uns 5, se muito) até que conheci o Luis, amigo de um primo. Luis fuma o tempo inteiro. Sem exagero. Um dia fomos jantar e eu pedi que ele não fumasse enquanto comêssemos e Luis tremia porque não fazia nem meia hora que não dava uma baforada. E foi aí que eu me dei conta do quanto eu não conseguiria conviver com fumantes inveterados. Para além da história da saúde eu odeio cigarros simplesmente porque eles fedem. Odeio tanto pessoas fumando ao meu lado quanto odeio pessoas peidando ao meu lado, simples assim. É claro que essa é uma simplificação e eu estou pondo no mesmo saco coisas que talvez não sejam possíveis, mas me parece óbvio que essa lei só existe porque as pessoas não têm bom senso. E é claro que eu estou adorando essa lei por vingancinha, mas eu não me orgulho disso. PS: Lá nos primórdios dos tempos, antes mesmo desta lei pensar em ser sancionada, eu e ele conversávamos sobre cigarros quando em dado momento ele disse "Mas peraí, você fala como se fumar fosse um desvio de caráter". E acho que isso resume um pouco a minha incapacidade de participar sobre o assunto porque, de certo modo, na Christianelândia (termo muito apropriadamente cunhado por ele também, diga-se) é sim. |

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com

