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Idéias e Imagens
Eu tenho uma camiseta da Benetton que a única coisa impressa é um cacho de bananas, nada mais. Toda vez que eu saio com ela na rua é sempre a mesma coisa: As pessoas olham e riem, isso quando não fazem uma piadinha legal a respeito (não, nunca foram desrespeitosos comigo). Mas eu gosto disso nas propagandas da Benetton. Elas são irritantes, atraentes, insuportáveis, provocantes. Muita gente malha as campanhas, acha que eles exploram a miséria ou o chocante. Eu não acredito nisso. Acredito que as fotos são uma maneira de abrir nossos olhos para a realidade, contra a cegueira puritana que carregamos dentro de nós. Se formos comparar com qualquer outra foto publicitária, o que é que veremos? Uma linda mulher sorrindo por usar a calça x. Percebe? A maioria das propagandas querem nos vender o irreal, uma falsa idéia de felicidade. Um conteúdo vazio, que somente se preocupa na maneira mais eficaz em se vender o produto. A Benetton pelo menos é comprometida. Ao comprar uma peça de roupa lá, você sabe o que é que eles estão pensando. No que acreditam, o que combatem, o que são contra. Muitas outras pessoas reclamam que as imagens são fortes demais. E desde quando a gente tem que viver num mundo de fantasia, de falsa perfeição? A Igreja Católica mesmo é uma das que mais critica as campanhas. Mas e qual é o marketing deles? A salvação estampada em forma de um homem morto numa cruz. Se isso não é bizarro, não sei o que mais pode ser. É preciso lembrar que a publicidade não vende só um produto, mas sim um estilo de ser, de vida. Compra roupa na Cavalera quem se identifica com aquele estilo, que consequentemente tem a ver com determinados hábitos. Ou seja, de certa forma a publicidade vende também uma ideologia. Eu fico muito mais satisfeita em saber que a roupa que eu uso é questionadora, é comprometida com uma causa, que é contra essa massificação de pensamento que acontece hoje em dia do que simples roupinhas felizes, típicas de famílias perfeitas de comercial de margarina. Não sou hipócrita, não vou dizer que só compro roupa "engajada" com uma causa porque é mentira. Claro que também uso roupas destas mesmas lojas que estava malhando no texto de cima. Mas não critico quem faz um trabalho bem feito, quem tem algo a dizer. Pelo menos não sofro da hipocrisia de dizer que a Benetton só faz isso pra aparecer. Muito pelo contrário, pois é fazendo um trabalho crítico e questionador é que eles conseguem chamar a atenção. Na minha concepção tem que ser muito bom pra conseguir isso. Saiba Mais: benetton web site A Publicidade é um Cadáver que nos Sorri, Oliviero Toscani; Ed. Ediouro OBS: A propaganda é gratuita sim. |
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Teoria da Conspiração
A alface do almoço hoje estava com um gosto amargo. ... Acho que a empregada quer me matar... |
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E a guerra continua
Eu acho que essa viagem de Setembro não fez nenhum estrago não. Ainda mais depois do recadinho à la olha, eu ainda existo que recebi um dia depois da chegada. Acho que eu vou começar a ler "A Arte da Guerra". |
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O Não Post da Semana
Este blog não falará nada sobre os atentados ao World Trade Center que ocorreu a um ano atrás. Para saber sobre, leia todas as publicações do dia. Obrigado e volte sempre |
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Under the Bridge
(Red Hot Chilli Peppers) Sometimes I feel Like I don't have a partner Sometimes I feel Like my only friend Is the city I live in The city of angels Lonely as I am Together we cry I drive on her streets 'Cause she's my companion I walk through her hills 'Cause she knows who I am She sees my good deeds And she kisses me windy I never worry Now that is a lie I don't ever want to feel Like I did that day Take me to the place I love Take me all the way It's hard to believe That there's nobody out there It's hard to believe That I'm all alone At least I have her love The city she loves me Lonely as I am Together we cry I don't ever want to feel Like I did that day Take me to the place I love Take me all that way Under the bridge downtown Is where I drew some blood Under the bridge downtown I could not get enough Under the bridge downtown Forgot about my love Under the bridge downtown I gave my life away |
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A Beira de um Ataque de Nervos
A viagem de Setembro está me matando hoje. Mais do que nunca. E nem adianta me dizer pra não me preocupar, que não há nada que eu possa fazer, porque eu NÃO aceito. A guerra ainda não está ganha, eu sei. Mas esta batalha eu tinha levado. Essa viagem não vai me fazer perder. Não vai. |
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Deixa pra lá...
Aproveitando que bateram no meu carro agora a pouco, eu ia contar a minha pequena Odisséia de como de 1 ano pra cá de tempos em tempos a maldição saramaligna cai sobre a minha cabeça. De como quando tudo parece estar se resolvendo, dá tudo errado de novo. Mas não estou a fim. Estou cansada, muito cansada de tudo. |
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Por uma Vida Menos Ordinária
Uma garota se suicidou na faculdade hoje. Se jogou de cabeça do 3° andar de um dos prédios daqui. Quebrou as duas pernas, o maxilar arrebentou e ela ficou com a boca toda arregaçada e teve fratura exposta no braço (se não me engano). A poça de sangue está lá no chão até agora para os curiosos-deprimentes-miseráveis se deliciarem com a cena. Só fiquei sabendo dos boatos, não fui lá servir de platéia desse freak-show. O suicídio pra mim é incompreensível. Acho que ele só é compreensível para quem pensa em cometê-lo. Para mim é triste uma pessoa assim porque ela não tem nada a perder. Nada a perder... Aí está uma sensação que deve ser a pior de todas. Não julgo a atitude da menina. Até coisas mais triviais podem se tornar terríveis quando você atinge um determinado estado mental. Sei lá se, pra ela, essa era a melhor opção. Mas pra mim, particularmente, eu nunca cometeria um suicídio. Não me contentaria com uma vida ordinária, e um final ordinário, então? Nem pensar. Morrer não é ruim. Estar perdido é que é ruim. |
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Ei, por favor. Você pode me ouvir?
Eu tenho uma dificuldade enorme pra expressar o que penso. É um verdadeiro sofrimento por no papel (ou na tela) o que se passa dentro da minha cabeça. Eu não consigo achar as palavras certas pra dizer o que quero e o texto começa a ficar enrolado demais, redundante demais. Quando é assim, geralmente escrevo uma frase curta, que só conta o fato, mas que não expressa o mais importante, que é o que aquilo significa pra mim. Por quê foi especial. O pior é que eu faço jornalismo. O professor fica o tempo todo corrigindo as minhas matérias e artigos não porque o conteúdo está ruim, mas sim porque eu escrevo as frases na ordem indireta, e isso dificulta a compreensão. Mas pra mim é dificil corrigir isso, porque eu falo assim inclusive. A não ser quando as palavras saem por si só, como se eu não precisasse pensar pra digitá-las. Puro. Visceral. Aí sim o texto fica bom. Só que muitas vezes quando a idéia me vem em mente eu não estou na frente do computador, e pra conseguir transmitir o que pensei e senti depois, é um verdadeiro parto. Eu e o meu irmão brigávamos muito quando éramos mais novos, mas hoje dia, com a faculdade, não nos encontramos direito, então não perdemos tempo brigando. Contudo, agora não consigo mais me abrir com ele. Não consigo dizer a ele algo que me sensibiliza, que me marcou, que é importante pra mim. Então eu descobri uma solução. Sempre que eu assistia um filme, lia um livro ou ouvia uma música que de alguma forma mostrava o que eu queria dizer, o que eu sentia, eu recomendava que ele o visse. Assim, de alguma maneira ele captava algo que era importante pra mim, ou que eu achava que ele tinha que ouvir, mesmo eu não sabendo como dizer. Por isso, se algum dia eu pedir que você veja, ouça ou leia algo, faça isso. Por mim. Você não sabe o quanto isso é importante. |
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E eu que não gosto de mato, me peguei passeando hoje cedo nessa paisagem aí de cima e curtindo. Pior: quero passar lá Domingo que vem. |

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com
