0     5:24 PM
Sonhar Não Custa Nada

O Curitiba Pop Festival me traz muitas, mas MUITAS idéias maravilhosas e perfeitas. Calma Christiane, você está se encaminhando para isso. Suas principais conquistas sempre foram alcançadas como a água que bate na pedra e aos poucos vai transformando sua rigidez em formas delicadas.

0     9:23 AM
Perseu e Medusa

Para decepar a cabeça da Medusa sem se deixar petrificar, Perseu se sustenta no que há de mais leve, as nuvens e o vento (ele possuia sandálias aladas para voar); e dirige o olhar para aquilo que só pode se revelar por uma visão indireta, por uma imagem capturada no espelho (seu escudo de bronze).

A relação entre Perseu e a Górgona (Medusa era o nome da mulher. Lembrem-se que ela era uma bela mulher que foi transformada neste monstro) é complexa: não termina com a sua decapitação. Do sangue da Medusa nasce um cavalo alado, Pégaso. O peso da pedra pode reverter em seu contrário; de uma patada, Pégaso faz jorrar no monte Hélicon a fonte em que as Musas irão beber. Como se de algo ruim, pesado e feio, pudesse surgir beleza, leveza e bondade.

Quanto à cabeça cortada, longe de abandoná-la, Perseu a leva consigo, escondida num saco. Quando seus inimigos ameaçavam subjulgá-lo, basta que o herói a mostre, erguendo-a pelos cabelos de serpentes, e esse despojo sanguinoso se torna uma arma invencível que utiliza apenas em casos extremos, e só contra quem merece o castigo de ser transformado em estátua de sí mesmo.

Ou seja, Perseu consegue dominar a pavorosa figura mantendo-a oculta, da mesma forma que a vencera, contemplando-a no espelho. É sempre na recusa da visão direta que reside a força de Perseu, mas não na recusa da realidade do mundo de monstros no qual estava destinado a viver, uma realidade que traz consigo e assume como um fardo pessoal.

Sobre a relação entre Perseu e Medusa podemos saber mais lendo as Metamorfoses de Ovídio. Perseu vence uma nova batalha, massacra a golpes de espada um monstro marinho e liberta Andrômeda. Depois da façanha, Perseu vai lavar as mãos sujas no combate, mas surge então um problema: onde deixar a cabeça da Medusa?

E aqui Ovídio encontra versos que me parecem extraordinários para expressar a delicadeza de alma necessária para ser um Perseu dominador de monstros: "Para que a areia áspera não melindre a angüícoma cabeça, ameniza a dureza do solo com um ninho de folhas, recobre-o com algas que cresciam sobre as águas, e nele deposita a cabeça da Medusa, de face voltada para baixo".

A leveza de que Perseu (que voa pelo ar) é herói não poderia ser melhor representada, segundo penso, do que por este gesto de tamanha delicadeza para com um ser monstruoso e tremendo, mas mesmo assim de certa forma frágil e perecível.

Perseu tinha a sagacidade de saber que Medusa era sim um monstro, mas acima de tudo, um ser vivo e, antes disso, foi mulher. Era seu dever exterminar a criatura que trazia horror aos outros? Sim, mas ele não o faz com ódio ou desprezo. É somente uma tarefa que deve cumprir. E mais. Mesmo depois da batalha, Medusa se torna útil a ele, ajuda-o contra outros monstros. E em nenhum momento ele desdenhou esse fato, ou o menosprezou.

Perseu era sábio. Sabia retirar coisas boas mesmo de tudo o que era feio e ruim, e ainda por cima, ser grato a isso.

0     8:10 PM
Cara Nova

Mudei o layout. Está tosco ainda, mas é o que dá pra fazer com a minha parca habilidade e, pra piorar, num Front Page. Mas acho que ficou mais bonitinho que aquela boca nojenta. Não, a boca não era a minha.

0     12:04 PM
Entre Garfadas



O que me dói é isso. A capa do Correio de hoje ser uma matéria sobre moda é o fim da picada. Fico de coração apertado, eu amava esse jornal. Sério mesmo... Bom, deixa eu almoçar correndo e voltar pro batente... A vida continua.

0     8:56 PM
Teste de Luz para Fotojornalismo

Etérea

0     8:42 PM
Houston, We Have a Problem

Algo está muito, muito errado com a minha pressão. Já é a 4º vez que um "pequeno incidente" envolvendo a minha pressão me traz alguns problemas na academia. Quando eu digo que sou uma velha num corpinho de 20 eu NÃO estou exagerando.Mas isso é o de menos. O que importa é que sexta-feira não vou trabalhar, por causa do dia do servidor.

Embora por um lado isso seja bom, já que vou ter tempo de resolver as coisas pendentes por falta de tempo (usar esse tempo pra descanço? quem me dera...), por outro lado é péssimo, pois meu deadline termina na quinta-feira e eu vou ter que arrancar meu couro fora pra fechar a edição nesses 3 dias.

Por fim, ainda não contei a história do herói Perseu e da Medusa. Não é nada de diferente da versão mitológica batida que todos estão carecas de saber. É só algumas pequenas sutilezas que eu percebi lendo este conto mais uma vez hoje e que, pelo menos na minha concepção, faz toda a diferença. São esses pequenos detalhes que para mim fazem de Perseu um verdadeiro herói.

0     3:52 PM
Confissão

E todos os dias eu espero pelo pequeno lampejo na minha caixinha azul.

0     10:42 AM
Mundinho Filho da Puta

A palhaçada rolou solta ontem no Correio, hein? Seu Roriz atochou dinheiro no rabo do Cunha e deu jeito de botar todo mundo pra fora. Ou melhor, o pessoal está todo se demitindo, pois ninguém quer trabalhar para o Roriz.Sem sombra de dúvidas, o jornal vai virar puro cartaz de propaganda pro governo caso ele seja eleito. Se isso acontecer, a cidade vai estar perdida. Pois aí serão 3 jornais lambendo corrupção e aspirando dinheiro sujo.

Exagero? Pois adivinha quem vai ser o diretor de redação quando o Noblat sair? O diretor do Jornal de Brasília. Preciso dizer alguma coisa? E não sejam inocentes de acreditar nesta versão de que é por conta de briguinha com o filho do Chateaubriand que os condôminos votaram contra o Cabral.

Ora, o que realmente sustenta um jornal é a venda de anúncios, e o peixão para este tipo de coisa sempre foi o governo. O Correio estava quase falido com essas denúncias ao Roriz e a mineirada caiu matando pra não perder a boquinha. O negócio agora é fazer de TUDO para o Magela ganhar, senão a única salvação do jornalismo brasiliense vai estar perdida. Foda.


0     9:52 PM
Madama Butterfly

Não tenho o que dizer. É perfeita. Para mim, Un Bel Di, fala do 2° ato, é a música mais bela de toda essa ópera. Equiparada com a Ode à Alegria e Os Escravos Prisioneiros de Nabuco. Me segurei bravamente para não deixar esse moço me ver aos prantos. É bem verdade que não fui lá muito bem sucedida, mas enfim... Quer ouvir um pedacinho? Entre aqui e procure. É a música 2 do disco 2.
0     9:18 PM
Ê laiá...

Vocês não tem noção das bizarrices que aparecem no meu e-mail...

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com

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