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Bifum começou a vomitar. Entramos com a ranitidina no soro. Se não resolver, terei que aplicar o remédio diariamente.
*coração apertado* |
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Quase um mês desde a última atualização. Nesse meio tempo eu tive uma evolução massiva e, de uma semana pra cá, estagnação. Há 2 tipos de dores que acontecem simultaneamente no meu pé. O 1° é de ordem muscular. Tem a ver com a falta de uso por causa da imobilização. Então por isso eles enfraquecem, atrofiam e encurtam. Agora que voltei a usá-los, dói que nem quando a gente começa a malhar, só que 3x pior. O 2° tipo é uma dor profunda no lugar onde quebrou. Ela é sutil e só aparece quando ando muito*, mas é essa que me preocupa.
Com o tempo as dores musculares diminuíram e estou andando BEM melhor. Quase não manco, a passada é mais contínua, fluida e eu levo menos tempo pra chegar aos lugares. Mas ainda não ando perfeito e preciso pensar pra dar cada passo, senão vou toda desconjuntada. Fora isso meu pé precisa aprender a funcionar de novo. E é absurdo como ele está morto. Um dos exercícios é basicamente segurar umas pedrinhas com a sola do pé apoiada na parede. E eu falho todas as vezes. Porque simplesmente ele não se contrai. Assim, como se isso não fosse possível. E tem a fisioterapeuta. Que é uma coisa pequenina e doce. Mas obcecada por um certo tipo de ordem. Se alguém liga desmarcando ela fica sem chão e só sossega quando remarca tudo e encaixa alguém no horário vago. Fala muito pouco sobre ela, mas adora puxar papo e me ouvir falar. Sempre pergunta pelo Tomas com genuíno interesse e isso me comove bastante. Sinto que gosta de trabalhar comigo especialmente por dois motivos: entendo rapidamente o que me pede pra fazer e porque imponho desafios. Agora que estamos quase andando perfeitamente quero descer escada (com o pé direito não rola, vou degrau por degrau) e, mais pra frente, ficar de cócoras (algo impensável no meu mundo atualmente). Então ela tá lá quebrando cabeça pra inventar exercícios que tornem isso possível daqui um tempo. *Muito significa uns 5 quarteirões ultimamente. Toda a Odisséia:Como tudo começou, saga 1, saga 2, saga 3, saga 4, saga 5, fim! |
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Quem leu, leu. Quem não leu já eras. Ando muito combatendo a minha prolixidade. E daí que precisei escrever, conversar com Carola e muito matutar pra finalmente chegar no que queria dizer: Quando o assunto rebate por aí, costuma-se perder o sentido. Porque deixa de ser uma discussão sobre o que é a beleza, uma doença séria etc pra virar um discurso sobre o sentimento de inadequação da pessoa no mundo.
Pode ver que o argumento sempre descamba para duas correntes. 1: "marca x não tem roupa que me serve" e "não estou no padrão mas sou linda". Que é de um egoísmo profundo. Porque acha que dificuldade em se vestir e auto-estima é problema da categoria. E 2: "essa imposição da moda faz milhares de mulheres se matarem pra caber no size 0". Cara. Se você acha que precisa ser um palito pra ser bonita-desejada-qualquer-coisa, o menor dos seus problemas é se achar feia. Porque aí, né? Não se está percebendo minimamente a realidade. Eu realmente acho que quem está de bem consigo não perde tempo falando da magreza, gordura, burrice alheia. Comenta é com o marido: "ó que CARNÃO". Vou dizer também que antes do advento do jeans + strech não existia calça que me cabia quando eu era assim. E quem disse que a moda/ marketing tem que ter bom senso? Ali é o terreno da fantasia, não deve nada à realidade. Bom senso tem que ter quem faz a tradução pro dia a dia. |
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Tem sido frustrante. O pé está mais inchado que antes e embora a fisioterapia tenha sido leve eu passo o resto do dia sem andar de tanta dor. E como eu fui enrolada durante quase 3 meses agora eu fico paranóica toda vez que sinto o local da fratura doer achando que pode estar retardando o progresso. E não quero ligar pro médico. Porque eu sei que além disso vou dizer também que sei que o remédio-que-fode-o-estômago-e-custa-o-rim pode causar osteonecrose e que mamãe tem, então será que devo etc. Aí além de paranóica eu serei hipocondríaca. E eu não quero ouvir que devo voltar pra bota.
E agora eu entendo porque a fisioterapeuta deu um sorrisinho enquanto falava de analgesia e eu dizia que já ia malhar. Mas na verdade tem havido progresso. Como reaprender a andar (direito). E cara, é difícil. É que eu funciono assim: enquanto eu não vejo horizonte eu não me permito muxoxo. Então banquei a Poliana durante todo esse tempo. Então agora que as coisas começam a melhorar - mesmo que lentamente - a frustração acumulada vai transbordando. Inclusive quase publiquei sobre a 1° vez que andei pela rua foot free: Choveu, eu saí de chinelo e quase mijei nas calças. Desisti porque nem eu tava me aguentando. Toda a Odisséia:Como tudo começou, saga 1, saga 2, saga 3, saga 4, saga 5, fim! |
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TIREI A BOTA!!! Mas o pé não terminou de colar. E sabe lá deus quando é que isso finalmente vai acontecer. E eu nem posso fazer uma piñata com ela porque essa é a hora boa de quebrar o pé de novo. Porque quando você fica quase três meses sem usar o pé o resultado é o que os médicos chamam de "pé bobo". Então é fácil de você acabar tropeçando novamente e cagar a parada de novo.
Mas na verdade o pé não fica bobo. Ele toma um ácido. Cada passo que dou sinto que o chão está se abrindo embaixo dele e até agora eu não senti choque nem dor (como o ortopedista disse que é comum acontecer) mas uma sensação geral escrota que eu não sei bem como definir. Aliás, sei sim. Sabe aquela sensação antes de desmaiar? O desfalecimento, a vertigem? É exatamente isso que eu sinto, só que no pé direito. Então é isso. Quatro sessões de fisioterapia por semana, tomar um remédio que fode o estômago, andar na rua só com esses tênis horrorosos nesse calor fodido e saber que vou manquitolar ainda por mais três meses. Ah sim, pra não perder o costume, tirar outro raio-x e voltar lá daqui 1 mês. A não ser que eu cague o pé antes. PS: Com essa história de viver dentro de casa, Tomas tá um entojo só. Basta descer pra buscar o almoço na portaria que ele fica miando como se fosse abandonado para sempre. PS2: Com essa história de não poder ir almoçar, só pedir comida em casa e passar os dias com a perna pra cima, virei uma baleia gorda e sem viço. Mas agora eu posso malhar, rá! Toda a Odisséia:Como tudo começou, saga 1, saga 2, saga 3, saga 4, saga 5, fim! |
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- Tomasinho entrar em remissão
- Me mudar pro lado de lá da Paulista - Me qualificar com louvor - Ficar gostosa absurda - Começar a dar aulas (será?) - Praticar a paciência - Ir à praia |
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Esse podia ser A saga do pé quebrado 2 ou Tomas e o rim sei lá quanto, mas eu tou evitando a fadiga. Porque eu vou virar o ano com esse cabaço no pé e no início de janeiro tem que tirar outro raio-x. De modos que eu não duvido que passe 3 meses com essa merda no pé. Mas tá colando. Só que é que nem clip de papel, se ficar mexendo quebra de novo.
Furubrito está bem e sem grandes novidades, de modos que não acho que precisava de um tópico só pra isso. O lance é que sei lá se vamos conseguir ir pra Brasília (para desespero da minha mãe). Eu o pesei no kenel e deu tipo 9,99 kg, e a TAM aceita até 10kg. O lance é que a minha balança não é lá muito confiável, então vamos ver se achamos outra pra tirar a prova. Eu tenho brincado muito com ele pra ver se rola um emagrecimento (e fiquei feliz de ver que ele tem respondido, sinal de que se sente bem), mas né? Coisas chatas me emputecendo, mas tem coisas legais também. Confesso que esse ano eu quero que acabe logo, porque foi tanta coisa ruim que aconteceu que eu estou supersticiosa. Aliás, penso em boicotar o Reveillon e ficar em casa. Conto os dias, ansiosamente. PS: Que fique claro que se me desse a chance de escolher o que fazer no fatídico dia 22 de outubro, digo que teria feito tudo de novo. |
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Amanhã completa 1 mês de pé quebrado e só posso voltar a andar (e ainda assim com muletas) na quinta-feira, dia 26. Eu acho até que estou me comportando direitinho e sem muita rabugice, mas estou DESESPERADA pra dar uns passinhos. Na primeira semana de dezembro volto a fazer outro raio-x e aí vejamos o que será da minha vida. Aliás, o osso que quebrei - em 2 lugares, diga-se - é esse aqui (clica aí pra ver maior):
PS: Quem não lê esse blog no reader sabe que o layout tá todo pelado. É que as imagens ficavam hospedadas no geocities, que o yahoo fez o favor de acabar. Já tentei hospedar aqui no blogger mesmo mas não deu certo e tou aceitando conselhos e serviços de almas caridosas a fim de dar jeito no meu template.Toda a Odisséia:Como tudo começou, saga 1, saga 2, saga 3, saga 4, saga 5, fim! |
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As notícias não são boas. No sábado conseguimos fazer o exame de sangue do Fukuoku aqui em casa, mas foram eu, minha mãe, a veterinária e uma assistente pra dar conta da operação. Foi estressante e terrível. O resultado também não é nada animador: a creatinina passou de 1,95 mg/dl para 2,50 mg/dl e a uréia foi de 55,33 mg/dl (limítrofe, mas ainda dentro do normal) para 61,06 mg/dl.
É porque essa taxa de uréia ainda não é muito significativa que ele não apresenta maiores sintomas, embora eu tenha percebido um pequeno aumento na quantidade de xixi. Voltamos então para o soro 2x por semana mais a homeopatia e a minha idéia é fazer um novo ultrasom quando voltar das férias. Exame de sangue acho que só quando ele piorar tanto que não demonstre resistência, o que espero que demore bastante. E por falar em férias, o ideal seria levá-lo para Brasília de avião, já que ele passa toda a viagem de carro estressado e bebe pouca água - um perigo no caso de gatos com insuficiência renal. Então o desafio até lá é fazê-lo ficar dentro dos 10kg exigidos pela TAM. E como será que farei o Tomas tomar soro comigo passando 1 mês na Europa ano que vem?... Sei que o aumento dele não foi muito grande, mas é sinal que a doença está progredindo apesar dos esforços. Antes eu pensava que levaria uns quatro anos até ele começar a ficar mal, agora tenho que lidar com a idéia de que talvez em quatro anos eu o esteja perdendo. |
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Então que ontem foi um dos dias mais felizes da minha vida. Mas como conseqüência por voltar pra casa de madrugada com vestido branco debaixo de chuva, quebrei o pé. O que ainda é um mistério, pois não lembro de sequer ter tropeçado ou sentido dor até acordar. Então são 5 semanas de gesso sem nem encostar o pé no chão. E enquanto as muletas não chegam eu fico que nem Saci-pererê pela casa. Mas o que eu quero saber mesmo é como vou levar o gato pra tirar sangue desse jeito.
PS: Toda a experiência hospitalar já valia outro post, com o médico e radiologista mais sádicos que conheci na vida. Mas vou evitar a fadiga por enquanto. |

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com

