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E quem achou que 1 mês de croissant verdadeiro e original me transformaria em uma baleia gorda e sem viço... errou! Os europeus não usam muito açúcar nem sal na comida e como eu sempre aloprei no doce resolvi, durante a viagem, me reacostumar ao sabor das coisas. Estou sofrendo e achando tudo insosso mas seguindo em frente. E desde que cheguei estou firme na malhação. Já perdi 2 kg. Gostosa 2011 é nóis!
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A viagem foi ótima e sofrida, esclarecedora e autista. Achei que seria o capítulo final de uma morte lenta, mas parece uma janela que se abre para a esperança. A imagem que mais gosto é esta, perdida fotografando coisas estranhas e doces que só eu percebo com o celular. E em Amsterdam. Cidade mágica de arquitetura toda assim, escura e austera. Mas estranhamente colorida e alegre. Deve ficar linda sob a neve.
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Navego no profundo e negro mar de Saturno. Há pequenos turbilhões por toda parte. À medida que afundo, o frio amortece as pernas. A anestesia alivia a dor tão antiga. Mas há tempos que acompanho o horizonte e temo que venha a tempestade terrível. Acho que afogaria.
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Eu sei que deve ser um saco ficar lendo sobre osso e gato. Mas é isso que eu sou, né minha gente? Hipocondríaca e MÃE (já viu blog sobre maternidade? pois é). Então vou contar outra coisa que me aconteceu essa semana:
Parei embaixo de uma árvore quando fui para a academia (gostosa 2011 é nóis). Na volta, maldisse o passarinho que tinha borrado meu vidro. Eis que, no dia seguinte, percebi que não era cocô, mas as "vísceras" de uma lagarta que ainda se contorcia no para-brisa. Parei o carro no meio da Faria Lima e a coloquei num canteiro com muita grama e árvore. Espero que tenha sobrevivido. Fim. PS: Coleguinhas gordas, em verdade vos digo: transport quase arranca a alma da gente, mas é milagroso. |
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Depois da ranitidina no soro voltou a ser o mesmo gordo xexelento que sempre foi. Nem consigo dizer como fiquei aliviada e feliz com isso. Nesse meio tempo o levei a uma clínica especializada em nefrologia pra ver se achamos a causa da insuficiência renal no Misufruto. Eu acho que na prática isso não vai mudar muita coisa, mas se ajudar a retardar a evolução da doença é um puta progresso.
Então a idéia é fazer 3 baterias de exames pra ver se a doença está progredindo, estável etc. A 1° leva fizemos no início desse mês e uréia baixou de 61,06 para 45 ml/dL e a creatinina de 2,50 para 2,20 ml/dL (ainda um pouco acima do normal). Tudo corria muito bem até essa semana, quando voltou a ter os sintomas do carnaval: 2 dias seguidos miando MUITO na porta depois de fazer xixi e, hoje, quase não comeu, salivou e fez vômito. Não está prostrado, o que é bom e agora no início da noite já comeu um pouquinho. Segunda-feira é dia de soro, vejamos como ele se comporta até lá. Update: Como a 2° bateria de exames também foi boa eles meio que largaram pra lá e vieram com o papo de "ah, é congenito mesmo"(...). Além disso voltou a comer bem, deve ter sido o calor que deixou ele meio baqueado mesmo |
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Hoje foi a primeira vez que vi o puto do médico feliz com um raio-x. Diz que agora o "cimento" tá mais grossinho, antes era só uma tripinha não muito confiável. De modos que agora acho que posso dizer que meu osso tá colado. Ou quase. Porque tenho que voltar em 3 meses (pelo menos não é mais a cada 30 dias).
E ainda tem um calombo ali onde quebrou. Mas agora posso usar qualquer tipo de sapato que tenha solado firme (eba!) e devo folgar 2 semanas a fisioterapia e depois fazer mais 10 sessões. E não preciso mais tomar o remédio do mal, também. Atualizações depois da 1° semana de fisio. Toda a Odisséia:Como tudo começou, saga 1, saga 2, saga 3, saga 4, saga 5, fim! |
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Bifum começou a vomitar. Entramos com a ranitidina no soro. Se não resolver, terei que aplicar o remédio diariamente.
*coração apertado* |
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Quase um mês desde a última atualização. Nesse meio tempo eu tive uma evolução massiva e, de uma semana pra cá, estagnação. Há 2 tipos de dores que acontecem simultaneamente no meu pé. O 1° é de ordem muscular. Tem a ver com a falta de uso por causa da imobilização. Então por isso eles enfraquecem, atrofiam e encurtam. Agora que voltei a usá-los, dói que nem quando a gente começa a malhar, só que 3x pior. O 2° tipo é uma dor profunda no lugar onde quebrou. Ela é sutil e só aparece quando ando muito*, mas é essa que me preocupa.
Com o tempo as dores musculares diminuíram e estou andando BEM melhor. Quase não manco, a passada é mais contínua, fluida e eu levo menos tempo pra chegar aos lugares. Mas ainda não ando perfeito e preciso pensar pra dar cada passo, senão vou toda desconjuntada. Fora isso meu pé precisa aprender a funcionar de novo. E é absurdo como ele está morto. Um dos exercícios é basicamente segurar umas pedrinhas com a sola do pé apoiada na parede. E eu falho todas as vezes. Porque simplesmente ele não se contrai. Assim, como se isso não fosse possível. E tem a fisioterapeuta. Que é uma coisa pequenina e doce. Mas obcecada por um certo tipo de ordem. Se alguém liga desmarcando ela fica sem chão e só sossega quando remarca tudo e encaixa alguém no horário vago. Fala muito pouco sobre ela, mas adora puxar papo e me ouvir falar. Sempre pergunta pelo Tomas com genuíno interesse e isso me comove bastante. Sinto que gosta de trabalhar comigo especialmente por dois motivos: entendo rapidamente o que me pede pra fazer e porque imponho desafios. Agora que estamos quase andando perfeitamente quero descer escada (com o pé direito não rola, vou degrau por degrau) e, mais pra frente, ficar de cócoras (algo impensável no meu mundo atualmente). Então ela tá lá quebrando cabeça pra inventar exercícios que tornem isso possível daqui um tempo. *Muito significa uns 5 quarteirões ultimamente. Toda a Odisséia:Como tudo começou, saga 1, saga 2, saga 3, saga 4, saga 5, fim! |

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Christiane, 32 anos. Brasiliense. slamgirl[at]hotmail.com
